Enem: Proposta de redação Homofobia

Enem: Proposta de redação Homofobia
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Enem: Proposta de redação Homofobia para que o candidato ao Enem possa treinar para a redação do Exame Nacional; que abre as portas das  universidades públicas brasileiras e portuguesas.

Importante lembrar que a redação do Enem é um texto argumentativo-dissertativo; e exigirá que o candidato apresente bons argumentos para o problema levantado pela comissão organizadora.

A proposta abaixo foi elabora da Faculdade Adamantinense Integrada (2016); e poderá ser uma forma de treinamento de seus argumentos para elaborar uma redação nota 1000.

Texto 1

Situações em que crianças e jovens descumprem as regras socialmente aceitas sobre ser homem ou mulher fazem parte da rotina escolar. Quando eclode o machismo, a homofobia ou o preconceito, pais e professores agem rápido para pôr panos quentes e, sempre que possível, fazer de conta que nada ocorreu. “Não há apenas uma forma de ser”, afirma Guacira Louro, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É preciso falar sobre diversidade sexual.

Onde a escola entra nessa discussão? Para que ela respeite a diversidade, os professores precisam abordar o assunto.

Mas as iniciativas sofrem forte resistência. Em 2011, como parte do programa Brasil sem Homofobia, especialistas produziram para o governo federal cadernos com conteúdo pedagógico que colocavam o tema em discussão. A intenção era que o material fosse distribuído a escolas de todo o país. Antes da impressão, entretanto, congressistas ligados a entidades religiosas se opuseram ao projeto. Apelidado de “kit gay”, o conteúdo foi acusado de estimular “a promiscuidade e o homossexualismo” (termo em desuso, fala-se, hoje, em homossexualidade). A União, então, cedeu às pressões e vetou a circulação dos cadernos.

(Wellington Soares. “Educação sexual: precisamos falar sobre Romeo…”. www.novaescola.abril.com.br, fevereiro de 2015. Adaptado.)

Texto 2

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou que o Ministério da Educação iria estimular a homossexualidade e “abrir as portas para pedofilia” ao distribuir um “kit gay para as escolas de primeiro grau”. Segundo Bolsonaro, o kit continha “filmetes pornográficos”, que mostravam um garoto pintando as unhas na escola e cenas de beijo lésbico, além de cartazes e cartilhas. “Atenção, pais, os seus filhos vão receber um kit que dizem que é para combater a homofobia, mas que na verdade estimula o homossexualismo. Com a mentira de estar combatendo a homofobia, eles estão estimulando o homossexualismo e abrindo as portas para a pedofilia” – disse o deputado naquela ocasião. O deputado disse que não admite que façam apologia

à homossexualidade. “Para mim, é grave. Não admito se fazer apologia, idolatrar o homossexual” – disse.

O Ministério da Educação esclareceu que o kit de combate à homofobia nas escolas não se destinava a crianças de Ensino Fundamental; como afirmou Bolsonaro, mas a 6 mil escolas de Ensino Médio. Ele era composto por três vídeos sobre a diversidade sexual e um guia de orientação aos professores.

(Marcelle Ribeiro. “Bolsonaro diz que MEC ‘abre as portas para a pedofilia’ e estimula o homossexualismo”. www.oglobo.globo.com, 31.03.2011. Adaptado.)

Texto 3

Abordar o tema da diversidade sexual na escola ainda é visto por alguns como ensinar a ser gay; afirma o professor Júnior Diniz, 31, que trabalha com o assunto em aulas de ética no município de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte).

“Algumas pessoas argumentam que qualquer discussão a respeito da diversidade sexual, no ambiente escolar, seria uma forma de incitarmos as crianças a se tornarem gays ou lésbicas. A gente sabe, no entanto, que a sexualidade é particular e algo próprio do ser humano. O importante é os alunos perceberem que o diferente merece respeito e que respeitar as diferenças não significa que eu queira ser igual”, afirma.

No trabalho que desenvolve com crianças de seis a dez anos, o principal foco é o respeito à diversidade e não a discussão da sexualidade dos alunos. “O objetivo é fazer com que as crianças compreendam que nós vivemos em um mundo diverso onde existem várias possibilidades de as pessoas viverem sua sexualidade. Discutimos as questões de preconceitos existentes, como o racismo, a homofobia, o machismo”, explica. Apesar de ter de enfrentar o preconceito de alguns pais em relação à abordagem do tema, o professor conta ter recebido muitos pais com dúvidas sobre como falar sobre o assunto com os filhos.

Responsável pela coordenação de um programa de combate a homofobia, racismo e sexismo nas escolas públicas municipais de Contagem, Juliana Batista Diniz Valério diz que houve avanços no debate do assunto, mas ainda há resistência dos próprios educadores em relação ao tema. O programa tinha entre seus objetivos capacitar o educador para que ele replicasse o combate ao sexismo, à homofobia e ao racismo com os alunos. “Muitos professores e estudantes, porém, se mostram reticentes em relação ao tema. Tivemos, por exemplo, um número significativo de educadores que não conseguiu concluir os cursos ofertados em função de sua resistência pessoal a esse debate”.

(Rayder Bragon. “Falar de diversidade sexual é visto como ensinar a ser gay, diz docente”. http://educacaouol.com.br, 17.05.2013. Adaptado.)

Após a leitura dos textos e baseado em seus conhecimentos; redija um texto argumentativo-dissertativo; na norma-padrão da língua portuguesa; levando em consideração os aspectos positivos e negativos a respeito do tema:

Abordar a diversidade sexual na escola é uma forma de combate à homofobia?

Dicas Redação Enem:

A redação é uma importante etapa do Enem; e o treino será uma das melhores estratégias para elaborar um bom texto.

A leitura e o treino serão importantes aliados para melhorar sua escrita; e sua argumentação para essa importante etapa do Enem.

Aproveite para treinar elaborando textos que envolvam temas mais atuais. Analise algumas propostas abaixo e veja também redações nota 1000 no Enem:

-Proposta: O brasileiro tem razões para sofrer complexo de vira-lata?;

-Proposta: Trabalho no Brasil;

-Proposta: Aplicativos de celular atrapalham a relação pais e filhos?

-Proposta: Conhecimento através das Tecnologias;

-Proposta: Parto Anônimo;

-Proposta: Manipulação Genética Humana;

-Proposta: Terceirização do Trabalho;

-Proposta: Médicos e Indústria Farmacêutica;

-Proposta: Publicação de Fotos na Internet;

-Proposta: Injustiças Sociais.

Acesse o que é cobrado no Enem?

Universidades portuguesas que utilizam o Enem para ingresso;

Consulte possíveis temas para Redação do Enem;

-Veja Redações  notas mil no Enem;

-Acesse Redações nota 1000 Enem 2016.

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