Empréstimo Consignado do Auxílio Brasil cai em novembro

Na última terça-feira, dia 27 de dezembro de 2022, o chefe adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central do Brasil – BCB, Renato Baldini, declarou que os números do novo empréstimo consignado para os trabalhadores do setor privado revelam que a modalidade para os cidadãos beneficiários do programa Auxílio Brasilpraticamente desapareceram” no mês de novembro, após o ‘estouro’ que foi percebido no mês de outubro.

De acordo com as informações da Nota de Crédito do mês de novembro, que foi divulgada na última terça pelo Banco Central – BC, as concessões do empréstimo consignado para os trabalhadores do setor privado caíram 76,3% em novembro em relação ao mês de outubro, para R$ 1,596 bilhão de reais, voltando ao padrão dos meses anteriores ao mês de outubro, que foi quando as contratações alcançaram o patamar de R$ 6,738 bilhões de reais.

De acordo com as palavras de Renato Baldini: “Houve um movimento muito grande dessas concessões em outubro, mas elas praticamente desapareceram em novembro”.

Além disso, Baldini ainda afirmou que, devido ao movimento atípico, tudo indica que isso se deve à modalidade do empréstimo consignado do Auxílio Brasil.

Empréstimo Consignado do Auxílio Brasil

Ainda na entrevista sobre os dados do mês de outubro, o chefe do departamento de Estatísticas, Fernando Rocha, afirmou que a alta de R$ 5 bilhões de reais nessa modalidade do empréstimo consignado, do mês de setembro para outubro, se devia ao empréstimo consignado direcionado para os beneficiários do programa social de distribuição de renda do Governo Federal.

A nova modalidade do empréstimo consignado foi aprovada pelo Congresso Nacional, mas é rodeada de polêmicas. Isso vem acontecendo por que os especialistas em Economia defendem que ela tende a aumentar a vulnerabilidade social e econômica dos grupos da população atendida, que já vivem em uma situação financeira complicada.

Dentre os grandes bancos e instituições financeiras de grande porte, apenas a Caixa Econômica Federal (CEF) lançou a oferta da nova linha de crédito, em meados do mês de outubro, entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tentava a sua reeleição, mas não saiu vitorioso.

Logo nos primeiros dias da nova modalidade de crédito, a Caixa Econômica Federal foi surpreendida com a alta demanda dos beneficiários do programa Auxílio Brasil. Contudo, logo depois, desacelerou os desembolsos em meio aos questionamentos sobre os níveis de capital do banco após atingir concessões recordes nesse ano, sem que a captação de recursos pudesse acompanhar na mesma velocidade. Porém, nesse sentido, a alta cúpula da Caixa Econômica destaca que o banco está cumprindo, de forma rigorosa, com a estratégia que foi aprovada e que, no momento atual de transição de governo no Palácio do Planalto, há uma queda natural nesses números.

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