Resposta direta: Ambos estão corretos: “este” e “esse” são pronomes demonstrativos. Em geral, “este” indica maior proximidade; “esse”, menor proximidade ou referência ao que já foi mencionado.
| Forma | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| esteCorreta | Pronome demonstrativo usado, em regra, para indicar proximidade em relação a quem fala, o tempo presente ou algo que ainda será mencionado no discurso. | |
| esseCorreta | Pronome demonstrativo usado, em regra, para indicar maior afastamento em relação a quem fala, proximidade de quem ouve ou algo já mencionado no discurso. |
Comparação rápida
este
- Situação
- Correta
- Uso
- Pronome demonstrativo usado, em regra, para indicar proximidade em relação a quem fala, o tempo presente ou algo que ainda será mencionado no discurso.
esse
- Situação
- Correta
- Uso
- Pronome demonstrativo usado, em regra, para indicar maior afastamento em relação a quem fala, proximidade de quem ouve ou algo já mencionado no discurso.
Ambos estão corretos: “este” e “esse” são pronomes demonstrativos com funções diferentes no espaço, no tempo e na organização do discurso.
Na prática, a distinção mais ensinada é esta: “este” costuma apontar para o que está mais perto de quem fala ou para o que ainda será dito; “esse” costuma retomar o que já foi mencionado ou indicar o que está mais perto de quem ouve.
Como usar
No uso espacial mais tradicional, “este” se relaciona ao que está perto de quem fala: “Este livro aqui é meu”. Já “esse” se relaciona ao que está perto de quem ouve ou um pouco mais distante de quem fala: “Esse livro que está com você é meu”.
No discurso, “este” costuma introduzir algo que será dito em seguida: “Este é o problema: faltou planejamento”. Já “esse” normalmente retoma uma ideia já mencionada: “Faltou planejamento. Esse foi o problema principal”.
No tempo, “este” aparece com frequência para o presente: “Nesta semana”, “este mês”, “este ano”. “Esse” pode aparecer para retomar um tempo já mencionado: “Em 2023 houve mudanças. Nesse ano, a empresa cresceu”.
Observação
Na língua brasileira atual, especialmente na fala, é comum haver neutralização parcial dessa diferença, e “esse” muitas vezes ocupa espaços em que a gramática tradicional reservaria a “este”. Mesmo assim, a distinção continua importante em textos formais, escolares e explicativos.












