A logística de exportação no Brasil tem passado por transformações significativas nas últimas décadas, sobretudo no setor agrícola. O escoamento da produção de grãos, como soja e milho, sempre foi fortemente concentrado em portos do Sudeste e Sul, mas alterações geográficas, econômicas e estruturais vêm mudando esse cenário. O chamado Arco Norte, formado por portos das regiões Norte e Nordeste, vem crescendo em importância e participação nas exportações nacionais.
Questão comentada
(Uerj 2025) Agravada este ano pelo fenômeno El Niño, a seca sazonal da Amazônia, que levou os rios ao menores níveis da história, atrapalha o transporte de pessoas e mercadorias num momento em que os portos das regiões Norte e Nordeste, que formam o chamado Arco Norte, respondem por mais de 37% das exportações de soja e milho, principais itens da safra nacional de grãos. Nos últimos dez anos, essa rota de escoamento mais do que duplicou sua participação na logística nacional. Os portos das regiões Sudeste e Sul formam o Arco Sul, sendo o Porto de Santos (SP) ainda a principal porta de saída de grãos. Mas a tendência é que a via no norte do país siga ganhando importância porque, quanto mais acima do paralelo 16° Sul estiver a mercadoria, mais vale a pena exportar pelo Arco Norte.

Em menos de duas décadas, verifica-se uma alteração logística na exportação de grãos no território brasileiro.
Essa alteração é explicada, principalmente, pelo seguinte processo socioespacial:
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