Auxílio Brasil depende de inscrição no CadÚnico

Diante de uma das maiores crises da História, é correto afirmar que o Governo Federal precisa encontrar as melhores estratégias para combater um cenário tão trágico.

Geralmente, encontrar a solução para uma crise já é difícil por si só. Porém, quando se tem uma crise que envolve Saúde, Economia e Emprego, tudo fica ainda mais complexo de ser solucionado.

CadÚnico

Conforme a Medida Provisória (MP) do Auxílio Brasil enviada ao Congresso Nacional, para participar do novo programa os cidadãos interessados devem estar inscritos no CadÚnico. Caso já possua, deverá verificar se os dados estão atualizados.

Desta forma, o Cadastro Único torna-se uma das primeiras regras para elegibilidade do novo projeto de transferência de renda.

Recuperação da Economia

O Auxílio Emergencial foi um dos benefícios sociais criados pelo Governo Federal com este objetivo de combater os efeitos negativos que a crise sanitária provocou na Economia do país.

Porém, o próprio Planalto entende que embora tenha sido um passo significativo no sentido de combater a crise, o Auxílio Emergencial não é a única medida que precisou ser tomada.

Da mesma forma, o Auxílio Brasil, que é o novo programa social do Governo que vai substituir o Bolsa Família, também não é a única estratégia que vai impulsionar a retomada da economia em um curto prazo.

Nesse sentido, é equivocado se referir ao Auxílio Brasil como uma solução definitiva ou mágica. É totalmente o contrário. O Auxílio Brasil também depende da recuperação econômica para fazer valer os seus preceitos.

Em resumo, o Auxílio Brasil não vai resolver os problemas econômicos do país de forma isolada. Afinal, a retomada da Economia depende de fatores que vão além da aprovação de um novo benefício social.

Em outras palavras, é um conjunto de situações e de cenários que poderão então potencializar a recuperação da Economia.

O Auxílio Brasil, isolado, não vai ser capaz de entregar soluções para a vida financeira da população como um todo. Até mesmo por que o número de pessoas que vai receber o Auxílio Brasil é bem menor do que o número de beneficiários que recebem o Auxílio Emergencial atualmente, por exemplo.

Governo Federal confia no sucesso do Auxílio Brasil

Embora tenha a compreensão de que o Auxílio Brasil não é uma via de mão única a caminho da retomada da Economia, o Governo segue acreditando que o novo programa social poderá revolucionar muitos setores da sociedade.

Com isso, o presidente Jair Bolsonaro espera conseguir retomar o apoio do eleitorado que perdeu ao longo do tempo, especialmente depois que o valor das parcelas do Auxílio Emergencial diminuiu de forma considerável.

Principalmente por esse ponto de vista, o presidente continua a dedicar os seus esforços em convencer a população, em especial o seu eleitorado, de que o Auxílio Brasil é o melhor caminho, ainda que para isso, alguns sacrifícios se façam necessários. Como por exemplo, colocar um fim no Programa Bolsa Família, que já existe há pouco mais de 18 anos.

Portanto, com o lançamento do novo programa social, o Governo Federal quer colocar um fim em uma história de quase vinte anos do pagamento de um benefício.

Nesse contexto, há quem defenda que o Bolsa Família não pode acabar de forma alguma, enquanto outras pessoas defendem que o programa em nada contribui para o desenvolvimento social das famílias, devendo, portanto, ser descontinuado e substituído.

Polarização de opiniões à parte, o fato é que o Governo Federal está muito perto de acabar com o Bolsa Família.

De acordo com previsões que já foram inclusive confirmadas pelo próprio Governo, o Bolsa Família deve acabar no mês de outubro. Isso para que no mês de novembro deste ano, o novo programa Auxílio Brasil já possa então ser lançado.

Auxílio Brasil é um projeto pessoal e político do presidente

Desde o início do seu mandato presidencial, o presidente Jair Bolsonaro declara o seu interesse de encontrar o substituto perfeito para o Bolsa Família.

Portanto, o Auxílio Brasil, apesar do nome ter sido decidido há pouco tempo pelo Governo, não é uma novidade tão grande assim.

Afinal, o interesse do presidente de ter um programa que esteja à altura de substituir o Bolsa Família não vem de hoje. Pelo contrário, este interesse vem de uma época em que o presidente ainda não ocupava o cargo mais alto do Poder Executivo.

Foi ainda na sua carreira como deputado que o presidente Jair Bolsonaro fazia críticas ao Bolsa Família e exaltava ideias para substituir o programa.

E então, agora como presidente, o atual chefe do Poder Executivo tem maior poder para colocar este projeto em prática.

O Auxílio Brasil deve ser lançado no mês de novembro, somente alguns dias depois do encerramento dos pagamentos do Auxílio Emergencial.

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