A catacrese é uma figura de linguagem bastante presente no uso cotidiano da Língua Portuguesa. Ela ocorre quando uma palavra é empregada por falta de um termo específico para nomear algo, tornando-se uma forma consagrada pelo uso e muitas vezes percebida sem estranhamento pelos falantes.
Nesta segunda seleção de exercícios, o foco está em reconhecer a catacrese no contexto das Figuras de Linguagem e diferenciá-la de outros recursos expressivos. As questões exigem leitura atenta dos enunciados e análise precisa dos efeitos de sentido produzidos pelas expressões destacadas.
Questões sobre Catacrese – parte 2
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. “Pé da mesa” é uso consagrado de catacrese na nomeação de uma parte do objeto.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Correto. “Braço da poltrona” é denominação consagrada, típica de catacrese.
Comentários por alternativa:
- A) “Rio engoliu a ponte” é formulação metafórica expressiva, não nome consagrado de parte ou elemento.
- B) “Relógio correu” sugere metáfora ou personificação, não extensão lexical cristalizada.
- C) “Lua acendeu o campo” cria efeito poético metafórico; não é expressão fixada como nomeação usual.
- D) Correto. “Braço da poltrona” é denominação consagrada, típica de catacrese.
- E) “Caderno gritou” é personificação improvável, sem valor de nomeação estável na língua.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto. “Braço do sofá” é um caso típico de catacrese lexicalizada.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. “Braço do sofá” é um caso típico de catacrese lexicalizada.
- B) “Cidade acordou” personifica a cidade, recurso diferente de catacrese.
- C) “Incendiaram o debate” intensifica a discussão por metáfora, não nomeia parte de objeto.
- D) “Destino embaralhou” produz metáfora abstrata, sem função de nomeação lexical.
- E) “Esperança brotou” é metáfora comum, mas não catacrese.
Questão 04
Gabarito: alternativa E). Correto. “Pé da cama” é expressão estável de nomeação por semelhança funcional ou formal.
Comentários por alternativa:
- A) “Mergulhou no livro” é metáfora para leitura intensa, não nomeação cristalizada.
- B) “Olhos para a rua” pode soar metafórico; não é denominação usual estabilizada como catacrese.
- C) “Livro abraçou” é metáfora afetiva, sem valor de catacrese.
- D) “Quadro sorriu” personifica o objeto artístico; não há nomeação lexical.
- E) Correto. “Pé da cama” é expressão estável de nomeação por semelhança funcional ou formal.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Correto. “Raiz do problema” é uso amplamente cristalizado como extensão vocabular.
Comentários por alternativa:
- A) “Devorou a estrada” é metáfora para velocidade ou percurso intenso.
- B) “Teto chorava” personifica o teto ao descrever goteiras ou infiltração.
- C) Correto. “Raiz do problema” é uso amplamente cristalizado como extensão vocabular.
- D) “Memória acendeu retratos” é metáfora de evocação, sem nomeação estável.
- E) “Raiva explodiu” intensifica a emoção por metáfora, não configura catacrese.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Correto. “Ombros” do cabideiro é nomeação por extensão, aceita pelo uso.
Comentários por alternativa:
- A) “Mar beijava a areia” é imagem poética metafórica, não denominação usual.
- B) Correto. “Ombros” do cabideiro é nomeação por extensão, aceita pelo uso.
- C) “Mordeu os nervos” expressa tensão por metáfora, sem cristalização lexical.
- D) “Sol deitou” é formulação poética, sem função de nome consagrado.
- E) “Sala engoliu o silêncio” é metáfora expressiva, não catacrese.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Correto. “Cabeça do prego” é expressão lexicalizada, própria da catacrese.
Comentários por alternativa:
- A) “Montanha acordou” atribui ação humana à montanha, caracterizando personificação.
- B) “Medo pintou sombras” é construção metafórica, sem valor de nomeação.
- C) “Afogou em aplausos” é metáfora intensificadora, não catacrese.
- D) “Relógio mastigava” personifica o relógio e cria efeito expressivo.
- E) Correto. “Cabeça do prego” é expressão lexicalizada, própria da catacrese.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correto. “Dente do garfo” é caso clássico de catacrese por extensão de sentido.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. “Dente do garfo” é caso clássico de catacrese por extensão de sentido.
- B) “Jardim cochichava” personifica o ambiente; não há nomeação lexical estabilizada.
- C) “Aula voou” é metáfora para rapidez da percepção temporal.
- D) “Parede escutou” personifica a parede, sem traço de catacrese.
- E) “Plantou raízes no peito” é metáfora afetiva, não nome técnico ou usual.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Correto. “Boca do palco” é expressão consagrada de nomeação espacial.
Comentários por alternativa:
- A) “Despejou lágrimas” metaforiza a chuva, sem nomeação cristalizada.
- B) “Feriu fundo” expressa impacto emocional por metáfora.
- C) “Projeto nasceu” é metáfora para início ou surgimento.
- D) Correto. “Boca do palco” é expressão consagrada de nomeação espacial.
- E) “Pressa atropelou” é metáfora para descuido ou precipitação.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Correto. “Braço da cadeira” é nomeação estável por analogia, típica de catacrese.
Comentários por alternativa:
- A) “Computador morreu” é metáfora corrente, mas não nomeação de parte ou elemento por catacrese.
- B) “Floresta respirava” personifica a paisagem, produzindo imagem poética.
- C) Correto. “Braço da cadeira” é nomeação estável por analogia, típica de catacrese.
- D) “Tristeza inundou” é metáfora de intensidade emocional, não catacrese.
- E) “Poema acordou a memória” é metáfora para evocação de lembranças.










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