Guerra da Síria, conflito sangrento que mata milhares de vítimas inocentes

Guerra da Síria, conflito sírio que teve início em 15 de março de 2011, após protestos pacíficos serem reprimidos com violência pelas tropas do governo ditador do País. Os revoltosos tardaram em se transformar em uma insurreição contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

Com o passar do tempo, o conflito tornou-se cada vez mais complexo, com o envolvimento de extremistas islâmicos e a intervenção de potências regionais e internacionais.

O conflito gerou uma onda de refugiados que abandonaram suas casas em busca de refúgio em outros países, gerando uma leva de imigração de crianças, jovens e idosos, que atravessaram e ainda atravessam o mar e o deserto, em condições sub-humanas para tentar proteção e fuga da violência instala em seu País.

Vítimas de Guerra da Síria

Em seis anos de conflitos, a guerra já fez mais de 400 mil mortos e deslocou 4,5 milhões de pessoas, de acordo com estimativa da ONU.

Abaixo alguns em cronológica que marcaram a revolta e repressão, que são difundidas mundialmente em várias mídias e sites nacionais e internacional:

-15/3/2011 – Manifestações por “uma Síria sem tirania”. Violenta repressão dos protestos na capital e em Deraa, berço da rebelião no sul do país. O regime denuncia uma “rebelião armada de grupos salafistas”.

-23/3/2011 – Repressão em Deraa deixa pelo menos 100 mortos; de acordo com testemunhas e ativistas de direitos humanos. Os protestos haviam começado com a prisão de estudantes suspeitos de terem feito pichações.

-Abril de 2011 – A contestação se estende e se radicaliza, com apelos à queda do regime de Bashar Al-Assad; cuja família governa o país com mão de ferro há 40 anos.

-Julho de 2011 – Um coronel refugiado na Turquia cria o Exército Sírio Livre (ESL); integrado principalmente por civis e desertores. Grupos de tendência islamita aderam à rebelião.

-1/3/2012 – O exército toma o bairro de Baba Amr, reduto da rebelião em Homs (centro), após um mês de conflitos e bombardeios; com centenas de mortos, segundo organizações não governamentais.

-17/7/2012 – O ESL lança a batalha de Damasco. O governo mantém o controle da capital, mas algumas periferias passam ao controle rebelde.

-Agosto de 2012 – Entram em ação as armas pesadas, entre elas aviões bombardeiros.

-2013 – Helicópteros e aviões do regime passam a lançar de forma regular barris de explosivos contra os bairros rebeldes no país.

Irã e Hezbollah entram na Guerra da Síria

-14/2/2013 – Os Guardiões da Revolução; força de elite do regime iraniano, anunciam a morte de um de seus comandantes pelos rebeldes sírios. O chefe dos Guardiões já havia admitido em setembro que tinha enviado “assessores” militares à Síria.

-Abril de 2013 – O chefe do Hezbollah libanês, aliado do Irã, reconhece o envolvimento de seus combatentes ao lado do regime. O Irã xiita é o principal aliado do regime de Assad.

Armas químicas

-Agosto de 2013 – O regime lança ofensivas contra duas zonas controladas pelos rebeldes perto de Damasco. A oposição e os países ocidentais acusam o regime de ter feito centenas de vítimas com gases tóxicos. Os Estados Unidos evocam um número de ao menos 1.429 mortos, incluindo 426 crianças.

-Setembro de 2013 – Um acordo entre Rússia e Estados Unidos para desmantelar o arsenal químico sírio antes de meados de 2014 freia um iminente bombardeio norte-americano em resposta aos ataques com gases tóxicos.

Crescimento dos extremistas islâmicos

2013 – Extremistas islâmicos, principalmente da Frente al-Nusra (posteriormente rebatizada de Fateh al-Sham), reforçaram sua presença no norte.

2014 – O grupo extremista Estado Islâmico (EI) assume o controle de vastas regiões no norte do país, eclipsando a rebelião. Raqqa se torna seu reduto.

Ataques internacionais

Setembro de 2014 – Barack Obama estabelece uma coalizão internacional contra o EI.

2015 – Os curdos da Síria, que desde 2013 estabeleceram uma administração autônoma em zonas do norte do país; assumem o controle, com o apoio dos ataques da coalizão, regiões estratégicas das mãos do EI, incluindo Kobane, em 2015.

Moscou socorre Damasco

30/9/2015 – A Rússia inicia uma campanha de ataques aéreos, afirmando visar grupos “terroristas”, incluindo o EI. Mas os rebeldes e o Ocidente acusam Moscou de atacar os grupos rebeldes, principalmente moderados. Esses ataques ajudam o regime, então em grande dificuldades, a recuperar terreno.

Intervenção turca

24/10/2016 – A Turquia, que apoia a rebelião, lança uma operação do outro lado de sua fronteira para expulsar o EI, mas também as milícias curdas.

Retomada de Aleppo

2/12/2016 – Após um cerco sufocante aos bairros rebeldes de Aleppo e uma ofensiva devastadora; o regime reassume o controle total da segunda maior cidade do país. Milhares de rebeldes e civis são evacuados sob um acordo patrocinado pelo Irã, Rússia e Turquia.

30/12/2016 – Um cessar-fogo entra em vigor em virtude de um acordo russo-turco sem os Estados Unidos.

Radicais pressionados

Novembro de 2016 – Raqqa, principal reduto do EI na Síria, passa a ser visado por uma ofensiva de uma aliança curo-árabe apoiada por Washington, as Forças Democráticas Sírias (FDS). A Turquia, hostil aos curdos, opõem-se a retomada de de Raqa pelas FDS. O regime sírio também anunciar que a retomada de Raqa é sua prioridade.

Novo ataque químico

4/4/2017 – Um bombardeio aéreo libera “gás tóxico” na província de Idlib, no norte da Síria, matando mais de 80 pessoas. As potências ocidentais acusam Assad de ter comandado o ataque. O Conselho de Segurança da ONU não consegue aprovar um texto contra o regime sírio porque a Rússia se opõe.

Cronologia fonte http://g1.globo.com/mundo/noticia/guerra-na-siria-da-repressao-a-manifestacoes-populares-ao-ataque-americano-contra-assad.ghtml

Ataque Americano abril de 2017

7/4/2017 – Por causa da falta de resposta conjunta da ONU, o presidente Donald Trump ordenou um bombardeio à base aérea de Al Shayrat, perto de Homs, tendo como alvo, segundo Washington, “aeronaves, abrigos de aviões, áreas de armazenamento de combustível, logística e munição, sistema de defesa aérea e radares”. Foram 59 mísseis tomahawks americanos lançados de navios no Mar Mediterrâneo.

Enquanto o conflito não chega ao fim, milhares de inocentes são vítimas de lutas de poderes, que fogem à real intenção de ajudar aos inocentes sírios, que há mais de 6 anos sofrem com a violência, falta de remédios, alimentos e comidas.

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