(Unifadra/2019) Desde antes de 4 000 a.C. e pelos dez a quinze séculos seguintes, a população da Mesopotâmia meridional e seus vizinhos lançaram as bases de quase tudo o que conhecemos como civilização. Chamou-se a isso Revolução Urbana.
Com a cidade vieram o Estado centralizado, a religião organizada, a engenharia civil, a escrita, a literatura, a matemática e o direito.
(Paul Kriwaczek. Babilônia: a Mesopotâmia e o nascimento da civilização, 2018. Adaptado.)
As modificações históricas referidas pelo texto resultaram, em grande parte,
A) da ausência de exploração social e da coletivização das terras férteis.
B) da redução dos gastos militares e do investimento público na atividade econômica.
C) do esforço coletivo do trabalho e da produção de excedentes agrícolas.
D) do trabalho agrícola em espaços salubres e do fim das doenças epidêmicas.
E) da separação entre religião e Estado e da divisão social das riquezas dos templos.
RESOLUÇÃO:
A “Revolução Urbana” descrita no texto só foi possível porque a agricultura, desenvolvida anteriormente na Revolução Neolítica, tornou-se suficientemente produtiva para gerar excedentes agrícolas. Isso significa que se produzia mais comida do que o necessário para a subsistência imediata dos agricultores.
Esse excedente permitiu duas coisas fundamentais:
* Sustentar uma população maior: As pessoas puderam se aglomerar em assentamentos permanentes e maiores (as cidades).
* Especialização do trabalho: Com comida sobrando, nem todos precisavam ser agricultores. Surgiram então especialistas como sacerdotes (religião organizada), escribas (escrita, literatura), administradores (Estado centralizado), engenheiros (engenharia civil), artesãos, etc.
Além disso, na Mesopotâmia, a agricultura dependia de sistemas de irrigação complexos (canais, diques) para controlar as cheias dos rios Tigre e Eufrates. A construção e manutenção desses sistemas exigiam um imenso esforço coletivo do trabalho, que por sua vez necessitava de uma organização centralizada (o embrião do Estado).
Resp.: C
VEJA TAMBÉM:
– Questão comentada sobre Egito antigo, do Enem
– Resolução da questão sobre Egito, da FGV 2021
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