Fim do Auxílio Emergencial faz aprovação do Governo Bolsonaro cair

Com o fim dos pagamentos do Auxílio Emergencial cada vez mais perto, e sem a criação de um programa social para substituí-lo, a aprovação do Governo Bolsonaro já se encontra em queda. Isso acontece principalmente por que a maior parte dos beneficiários do Auxílio Emergencial quer a continuação do pagamento do benefício para o próximo ano, em 2021.

A justificativa por trás disso é a de que os efeitos da pandemia do novo coronavírus ainda não terão passado. E com isso, várias famílias continuarão economicamente vulneráveis quando o novo ano chegar. Sem o benefício emergencial, portanto, estas pessoas tendem a ficar desamparadas. Apesar disso, o governo garante que o Auxílio Emergencial vai chegar ao fim no mês de dezembro de 2020.

Em uma pesquisa pública, que foi realizada na última quinta-feira, dia 15 de outubro de 2020, constatou-se uma leve queda na aprovação da gestão do governo do então presidente Jair Bolsonaro, atualmente sem partido político.

No mês de setembro de 2020, aproximadamente 36% da população brasileira considerava o governo Bolsonaro como ruim ou péssimo. Na nova pesquisa realizada, este índice passou para 31%. Ou seja, a quantidade de pessoas que classificam o atual governo como ruim ou péssimo diminuiu de percentual. A pesquisa em questão foi realizada pela XP – Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas).

Nova pesquisa revela conexão direta entre aprovação do governo e benefício emergencial

A pesquisa da XP/Ipespe acaba por confirmar que existe uma relação direta entre a aprovação do Governo Bolsonaro e a continuidade dos pagamentos do Auxílio Emergencial. Diante disso, é válido ressaltar que, no mês de setembro, o auxílio chegaria ao fim. Porém, o governo conseguiu estender o benefício emergencial para mais 4 parcelas extras de 300 reais cada uma.

Ainda de acordo com a pesquisa realizada, 39% das pessoas que foram submetidas à pesquisa consideram que o governo Bolsonaro é bom ou ótimo. Este percentual é o mesmo percentual que foi registrado anteriormente, na pesquisa do mês de setembro. Mas houve uma alteração no percentual de pessoas que consideram que o governo Bolsonaro é regular. Esse índice passou de 28% para 31%.

Ao todo, a pesquisa entrevistou 1000 pessoas. Desse total, 2% não souberam responder se aprovam ou não o governo Bolsonaro.

A mesma pesquisa ainda perguntou aos entrevistados sobre o cenário eleitoral de 2022. O objetivo foi verificar quais são as chances de Jair Bolsonaro vencer as eleições se elas acontecessem nesse ano. O resultado da pesquisa apontou que Bolsonaro venceria as eleições contra todos os adversários, com uma única exceção. Segundo a pesquisa, apenas o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro seria vencedor de uma disputa eleitoral contra o atual presidente da República.

Auxílio Emergencial e a Aprovação do Presidente

Ao perguntar sobre como está sendo a atuação do presidente Bolsonaro frente às medidas de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, houve um aumento na aprovação das medidas tomadas pelo governo federal. Apesar disso, o índice percentual continua abaixo do ideal.

Na pesquisa, 47% das pessoas consideram que a atuação do governo Bolsonaro é ruim ou péssima, enquanto 30% consideram que é boa ou ótima. No mês de maio, 58% das pessoas consideravam a atuação do governo como ruim ou péssima, enquanto 20% consideravam como boa ou ótima. Com isso, percebemos que a percepção sobre a imagem do atual governo presidencial está melhorando, ainda que seja aos poucos.

A pesquisa também tocou no ponto específico do Auxílio Emergencial. O questionamento foi sobre uma possível prorrogação do benefício emergencial para o ano de 2021. Nesse sentido, 68% das pessoas defendem que o Auxílio Emergencial deve continuar a ser pago em 2021.

Apesar disso, o Auxílio Emergencial, de fato, vai chegar ao fim ainda em 2020. Para substituir o benefício emergencial, o governo promete a criação de um novo programa social. O programa ainda está sendo criado e tem o nome de Renda Cidadã. O objetivo do novo programa é substituir, em primeiro lugar, o popular Bolsa Família.

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