A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador em 1835, foi articulada por africanos muçulmanos que viviam a experiência da escravidão e da liberdade precária no Brasil imperial. Com forte presença de nagôs e haussás, o movimento reuniu libertos e escravizados em uma rede de organização marcada por vínculos religiosos, circulação urbana e planejamento clandestino.
Ao estudar suas lideranças, é importante observar que a revolta não se resumiu a um chefe único, mas a um conjunto de articuladores com funções diferentes. Entre eles, destacam-se participantes que mobilizavam contatos, transmitiam mensagens, conectavam espaços de sociabilidade e traduziam a experiência de africanos muçulmanos em ação política coletiva.
Questões sobre Lideranças da Revolta dos Malês
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. As lideranças malês surgiram entre africanos muçulmanos, libertos e escravizados, articulados por redes urbanas e religiosas.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Isso mesmo. As lideranças malês articularam confiança, religiosidade e comunicação clandestina entre libertos e escravizados.
Comentários por alternativa:
- A) A atuação principal não foi de mediação institucional, mas de conspiração e preparação do levante.
- B) O movimento não se organizou por mobilização pública aberta, mas por articulação reservada e clandestina.
- C) A liderança não se estruturou em torno de proprietários rurais nem de um projeto monárquico agrário.
- D) Isso mesmo. As lideranças malês articularam confiança, religiosidade e comunicação clandestina entre libertos e escravizados.
- E) A revolta não teve como eixo recursos parlamentares ou eleitorais, mas ação insurrecional.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto. Pacífico Licutan é um dos nomes mais associados à articulação da Revolta dos Malês.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. Pacífico Licutan é um dos nomes mais associados à articulação da Revolta dos Malês.
- B) Manuel Faustino também pertence à Conjuração Baiana, não ao levante malê de 1835.
- C) Luís Gonzaga das Virgens liga-se à Conjuração Baiana, não à Revolta dos Malês.
- D) Frei Caneca relaciona-se à Confederação do Equador, em outro contexto histórico.
- E) Bento Gonçalves foi liderança da Revolução Farroupilha, não da Revolta dos Malês.
Questão 04
Gabarito: alternativa E). Exato. A liderança reunia africanos libertos e escravizados conectados pela experiência urbana e religiosa.
Comentários por alternativa:
- A) Não foram famílias senhoriais urbanas que dirigiram o levante malê em Salvador.
- B) As lideranças não pertenciam à burocracia imperial nem tinham pauta centrada em cargos públicos.
- C) Houve participação relevante de libertos, o que torna inadequada a ideia de bloco homogêneo.
- D) O núcleo dirigente não era formado principalmente por brasileiros livres desligados dos malês.
- E) Exato. A liderança reunia africanos libertos e escravizados conectados pela experiência urbana e religiosa.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Correto. “Malê” remete, no contexto, a africanos muçulmanos e suas práticas religiosas.
Comentários por alternativa:
- A) A identidade central dos malês não era o catolicismo popular, mas o islamismo africano.
- B) Essa pauta política não define o sentido histórico da expressão “malê” em 1835.
- C) Correto. “Malê” remete, no contexto, a africanos muçulmanos e suas práticas religiosas.
- D) Os malês não eram definidos principalmente por origem crioula livre e escolarização em português.
- E) A expressão não se refere a associações comerciais luso-brasileiras da capital.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Perfeito. A condição de liberto podia favorecer circulação, contatos e articulação clandestina na cidade.
Comentários por alternativa:
- A) Libertos não comandavam legalmente quartéis imperiais como eixo da conspiração malê.
- B) Perfeito. A condição de liberto podia favorecer circulação, contatos e articulação clandestina na cidade.
- C) Não havia reconhecimento oficial desses libertos como representantes públicos das nações africanas.
- D) A liderança malê não se estruturou pela propriedade de engenhos e estratégia rural do Recôncavo.
- E) Libertos não atuavam como magistrados formulando decretos institucionais para a província.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Correto. A religião ajudou a criar vínculos de confiança e articulação entre os revoltosos.
Comentários por alternativa:
- A) A religião malê não visava integração ao catolicismo oficial nem cooperação paroquial.
- B) Ela teve impacto organizativo relevante, não foi simples adaptação sem ação coletiva.
- C) O vínculo religioso não serviu como adesão às elites comerciais do porto.
- D) As lideranças não usaram a religião para recrutar tropas imperiais na capital.
- E) Correto. A religião ajudou a criar vínculos de confiança e articulação entre os revoltosos.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Isso mesmo. A liderança malê foi conspirativa, urbana e africana, não institucional nem parlamentar.
Comentários por alternativa:
- A) Isso mesmo. A liderança malê foi conspirativa, urbana e africana, não institucional nem parlamentar.
- B) A Revolta dos Malês não se organizou como partido legal com imprensa e representação oficial.
- C) Não houve campanha nacional com apoio formal do centro do poder imperial.
- D) Os líderes não atuaram como diplomatas formalizando tratados estáveis em Salvador.
- E) A ação malê não teve como foco reformas eleitorais graduais e acordos legislativos.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Correto. A revolta envolveu múltiplos articuladores, e não uma liderança única e plenamente centralizada.
Comentários por alternativa:
- A) Os senhores não designavam diretamente a liderança religiosa e conspirativa do movimento.
- B) Não houve delegação oficial do governo provincial a um líder africano do levante.
- C) A Câmara Municipal não comandou nem supervisionou a revolta malê.
- D) Correto. A revolta envolveu múltiplos articuladores, e não uma liderança única e plenamente centralizada.
- E) Esses vínculos existiam e ajudam a explicar a organização do levante.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Exato. Havia diversidade entre libertos e escravizados, unida por vínculos religiosos e urbanos.
Comentários por alternativa:
- A) As lideranças não pertenciam todas ao mesmo ofício, origem étnica ou condição jurídica.
- B) A diferença entre libertos e escravizados foi importante para entender circulação e articulação urbana.
- C) Exato. Havia diversidade entre libertos e escravizados, unida por vínculos religiosos e urbanos.
- D) Os participantes centrais não eram definidos como brasileiros natos de associações legais regenciais.
- E) A identidade religiosa não apagava diferenças concretas de condição social e inserção urbana.











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