Os agentes internos do relevo atuam a partir da dinâmica da Terra, especialmente por meio do tectonismo, do vulcanismo e dos abalos sísmicos. Esses processos estão ligados à estrutura geológica do planeta e explicam a formação, o soerguimento, a deformação e a reorganização de grandes conjuntos do relevo.
No estudo da estrutura geológica e relevo, compreender os agentes internos exige relacionar forças endógenas, movimentação das placas tectônicas e comportamento das rochas em diferentes contextos. As questões a seguir exploram essa articulação em situações que exigem interpretação geográfica mais aprofundada.
Questões sobre Agentes internos do relevo – parte 2
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. A compressão em áreas convergentes gera dobramentos, falhas e montanhas jovens.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Correto. Sismos liberam tensão; vulcanismo envolve magma, ambos ligados à dinâmica tectônica.
Comentários por alternativa:
- A) Terremotos não resultam diretamente de emissão de lava; são movimentos súbitos nas rochas.
- B) Terremotos não se restringem a escudos antigos, nem vulcanismo depende principalmente da espessura sedimentar.
- C) Intemperismo e erosão são agentes externos e não geram, por si, sismos nem vulcanismo.
- D) Correto. Sismos liberam tensão; vulcanismo envolve magma, ambos ligados à dinâmica tectônica.
- E) Sismos e vulcanismo mantêm relação com o calor interno e com a tectônica de placas.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto. Falhas resultam de esforços tectônicos que rompem e deslocam blocos crustais.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. Falhas resultam de esforços tectônicos que rompem e deslocam blocos crustais.
- B) Chuva e rios esculpem formas, mas não produzem deslocamentos tectônicos em blocos rochosos.
- C) A deposição pode recobrir estruturas, porém não cria falhas tectônicas.
- D) Geleiras modelam o relevo superficialmente, sem gerar falhas estruturais crustais.
- E) Laterização é alteração química superficial, não ruptura tectônica da crosta.
Questão 04
Gabarito: alternativa E). Correto. Zonas de subducção associam fossas, vulcanismo e sismos profundos.
Comentários por alternativa:
- A) Margens ativas não são áreas tectonicamente estáveis; a atividade se concentra em faixas bem definidas.
- B) Rifteamento envolve afastamento e dorsais, não fossas de subducção junto a arcos continentais.
- C) O peso de sedimentos não explica a formação típica de fossas oceânicas e arcos vulcânicos.
- D) Intemperismo marinho é externo e não produz essa associação tectônica característica.
- E) Correto. Zonas de subducção associam fossas, vulcanismo e sismos profundos.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Correto. Nas dorsais há divergência de placas e formação de nova crosta oceânica.
Comentários por alternativa:
- A) Erosão regressiva não explica a origem tectônica das dorsais oceânicas.
- B) Dorsais não são áreas de compressão, mas de afastamento entre placas.
- C) Correto. Nas dorsais há divergência de placas e formação de nova crosta oceânica.
- D) Escudos cristalinos não se formam pela transformação direta de planícies sedimentares em dorsais.
- E) Correntes marinhas transportam sedimentos, mas não originam dorsais mesoceânicas.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Correto. Limites transformantes geram muitos sismos e pouco ou nenhum vulcanismo.
Comentários por alternativa:
- A) Correntes oceânicas não controlam diretamente a geração tectônica de magma e sismos.
- B) Correto. Limites transformantes geram muitos sismos e pouco ou nenhum vulcanismo.
- C) Compressão de sedimentos não explica, por si, faixas sísmicas tectônicas desse tipo.
- D) Escudos antigos podem ter sismos, mas a explicação proposta sobre bloqueio vulcânico está incorreta.
- E) Intemperismo é agente externo e não produz terremotos tectônicos dessa natureza.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Correto. A epirogênese corresponde a movimentos verticais amplos e relativamente lentos.
Comentários por alternativa:
- A) A abrasão marinha remodela costas, mas não define epirogênese.
- B) Dobras intensas se associam mais à orogênese do que à epirogênese.
- C) Geleiras esculpem o relevo, mas não representam epirogênese.
- D) Enxurradas atuam externamente e não explicam esse movimento crustal.
- E) Correto. A epirogênese corresponde a movimentos verticais amplos e relativamente lentos.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correto. Escudos são áreas cratônicas mais estáveis; cadeias jovens tendem a ser tectonicamente ativas.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. Escudos são áreas cratônicas mais estáveis; cadeias jovens tendem a ser tectonicamente ativas.
- B) Clima não é o fator principal para distinguir atividade tectônica entre essas estruturas.
- C) A posição relativa ao núcleo não explica a estabilidade tectônica dos escudos cristalinos.
- D) A presença de minerais metálicos não determina, por si, maior ou menor tectonismo atual.
- E) Escudos podem ter fraturas, e cadeias jovens não surgem exclusivamente de sedimentos superficiais.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Correto. A orogênese está ligada à compressão tectônica e à construção de montanhas.
Comentários por alternativa:
- A) Intemperismo químico é processo externo de alteração das rochas.
- B) Oscilações climáticas influenciam agentes externos, não definem orogênese.
- C) Sedimentação em plataformas não caracteriza formação orogenética.
- D) Correto. A orogênese está ligada à compressão tectônica e à construção de montanhas.
- E) Essa descrição corresponde melhor à epirogênese do que à orogênese.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Correto. Escarpas, blocos altos e baixos indicam relevo fortemente condicionado por falhamento tectônico.
Comentários por alternativa:
- A) A dissecação fluvial não explica, sozinha, escarpas de falha e blocos tectônicos basculados.
- B) Glaciação modela superfícies, mas não organiza a crosta em blocos tectônicos falhados.
- C) Correto. Escarpas, blocos altos e baixos indicam relevo fortemente condicionado por falhamento tectônico.
- D) Intemperismo pode acentuar contrastes, mas não gera o deslocamento estrutural descrito.
- E) Expansão do assoalho oceânico não explica esse quadro continental de falhamento em blocos.











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