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Questões sobre Abalos sísmicos – parte 2

Sismos, falhas e relevo terrestre

7 de agosto de 2026
em Exercícios

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Os abalos sísmicos resultam da liberação de energia acumulada nas rochas, sobretudo em áreas de contato entre placas tectônicas e em zonas de falha. No estudo da estrutura geológica e do relevo, eles ajudam a compreender como tensões internas moldam a crosta, reorganizam superfícies e influenciam a dinâmica de escarpas, vales tectônicos e cadeias montanhosas.

Embora terremotos intensos sejam mais frequentes em limites de placas, áreas intraplaca também podem registrar sismos associados à reativação de estruturas antigas. Por isso, analisar hipocentro, epicentro, tipos de falha e efeitos no relevo é essencial para interpretar a relação entre instabilidade tectônica, formas da superfície terrestre e riscos geográficos.

Questões sobre Abalos sísmicos – parte 2

Questão 01

Em uma região de limite transformante entre placas, blocos crustais deslocam-se lateralmente ao longo de uma falha ativa. Nesse contexto, qual efeito geomorfológico é mais compatível com a atuação prolongada dos abalos sísmicos nessa estrutura?

Gabarito: alternativa B). Correto. Falhas transformantes produzem deslocamentos laterais, frequentemente visíveis no desalinhamento de feições do relevo e da superfície.

Comentários por alternativa:

  • A) Vales em U resultam da ação glacial, não de deslizamento lateral entre blocos crustais.
  • B) Correto. Falhas transformantes produzem deslocamentos laterais, frequentemente visíveis no desalinhamento de feições do relevo e da superfície.
  • C) Recifes calcários dependem de processos biogênicos marinhos, não da dinâmica principal dessas falhas.
  • D) Aplainamento por fusão parcial não caracteriza o efeito geomorfológico direto de limites transformantes.
  • E) Dunas lineares se associam à ação eólica, não ao movimento lateral de falhas tectônicas.

Questão 02

Em uma margem convergente com subducção, terremotos de diferentes profundidades distribuem-se desde a fossa oceânica até o interior do continente. Qual interpretação geológica explica melhor esse padrão espacial?

Gabarito: alternativa D). Correto. A distribuição em profundidade acompanha o mergulho da placa subduzida, formando a zona de Wadati-Benioff.

Comentários por alternativa:

  • A) O padrão não é homogêneo; ele se organiza segundo a geometria da placa em mergulho.
  • B) A erosão da fossa não explica a sequência de sismos profundos típica de zonas de subducção.
  • C) A expansão do assoalho ocorre em dorsais, não em fossas associadas à subducção.
  • D) Correto. A distribuição em profundidade acompanha o mergulho da placa subduzida, formando a zona de Wadati-Benioff.
  • E) Deslizamentos sedimentares podem gerar vibrações locais, mas não explicam sismos profundos continentais.

Questão 03

Os terremotos intraplaca, embora menos frequentes que os de bordas de placas, também ocorrem. No contexto da estrutura geológica, qual fator explica melhor sua ocorrência?

Gabarito: alternativa A). Correto. Sismos intraplaca costumam relacionar-se à reativação de estruturas antigas sob tensões atuais na crosta.

Comentários por alternativa:

  • A) Correto. Sismos intraplaca costumam relacionar-se à reativação de estruturas antigas sob tensões atuais na crosta.
  • B) Massas de ar influenciam o clima, não a ruptura tectônica em profundidade.
  • C) Dolinas são feições cársticas; sua formação não explica, em geral, terremotos intraplaca tectônicos.
  • D) Sedimentos fluviais recentes não são a principal causa de sismos tectônicos intraplaca.
  • E) Compactação de solos pode gerar subsidência, mas não explica a maior parte dos sismos intraplaca.

Questão 04

Após um forte terremoto, uma equipe de campo observou escarpas recentes, degraus topográficos e segmentos de rios com desvio abrupto. Qual leitura relaciona melhor essas evidências ao relevo e à estrutura geológica?

Gabarito: alternativa E). Correto. Escarpas e rios deslocados indicam ruptura e deformação tectônica superficial associadas a falhas ativas.

Comentários por alternativa:

  • A) Erosão fluvial atua no relevo, mas não costuma gerar escarpas tectônicas recentes imediatamente após um sismo.
  • B) Expansão térmica não é a explicação geomorfológica principal para essas deformações lineares e súbitas.
  • C) Intemperismo químico é mais lento e não produz, por si, rupturas lineares súbitas após terremotos.
  • D) Sedimentação pode modificar canais, mas não explica escarpas tectônicas recém-formadas.
  • E) Correto. Escarpas e rios deslocados indicam ruptura e deformação tectônica superficial associadas a falhas ativas.

Questão 05

Em uma área sujeita a compressão tectônica, ocorreu um terremoto associado a falha reversa. Qual transformação do relevo é mais coerente com esse mecanismo?

Gabarito: alternativa C). Correto. Falhas reversas estão ligadas à compressão, encurtamento crustal e soerguimento relativo do relevo.

Comentários por alternativa:

  • A) Riftes se vinculam à distensão e a falhas normais, não a falhas reversas.
  • B) Subsidência por distensão contraria o contexto compressivo de uma falha reversa.
  • C) Correto. Falhas reversas estão ligadas à compressão, encurtamento crustal e soerguimento relativo do relevo.
  • D) Planícies aluviais formam-se por deposição fluvial, não por abrasão sísmica.
  • E) Cisalhamento lateral puro caracteriza falhas transformantes, não falhas reversas compressivas.

Questão 06

Dois locais igualmente distantes do epicentro registraram intensidades diferentes durante um mesmo terremoto. Um estava sobre rocha cristalina aflorante; o outro, sobre sedimentos inconsolidados espessos. Qual explicação geográfica é mais adequada?

Gabarito: alternativa B). Correto. Sedimentos inconsolidados podem amplificar ondas sísmicas e elevar a intensidade sentida na superfície.

Comentários por alternativa:

  • A) Sedimentos inconsolidados não são mais rígidos; frequentemente ampliam a vibração superficial.
  • B) Correto. Sedimentos inconsolidados podem amplificar ondas sísmicas e elevar a intensidade sentida na superfície.
  • C) A concentração de energia não ocorre por esse motivo; o meio geológico superficial explica melhor a diferença.
  • D) Ondas sísmicas não se propagam exclusivamente por aquíferos rasos.
  • E) Profundidade tectônica do terreno não explica essa diferença de intensidade local entre os dois pontos.

Questão 07

A distinção entre hipocentro e epicentro é importante na análise dos abalos sísmicos. Qual alternativa apresenta corretamente essa diferença?

Gabarito: alternativa E). Correto. O hipocentro é o foco interno do sismo, e o epicentro sua projeção na superfície terrestre.

Comentários por alternativa:

  • A) O ponto de maior destruição pode variar; não define hipocentro nem epicentro.
  • B) Magnitude e intensidade são medidas sísmicas, não os conceitos de hipocentro e epicentro.
  • C) Hipocentro não é o contato entre placas, e epicentro não se refere às ondas P.
  • D) Hipocentro não corresponde à falha inteira, mas ao ponto inicial da ruptura.
  • E) Correto. O hipocentro é o foco interno do sismo, e o epicentro sua projeção na superfície terrestre.

Questão 08

Em uma cordilheira jovem, a ocorrência frequente de terremotos rasos acompanha dobras, falhas e soerguimento topográfico. Qual interpretação integra melhor sismicidade e formação do relevo?

Gabarito: alternativa A). Correto. Em cordilheiras jovens, compressão, falhamento e dobramento associam-se ao soerguimento e aos sismos rasos.

Comentários por alternativa:

  • A) Correto. Em cordilheiras jovens, compressão, falhamento e dobramento associam-se ao soerguimento e aos sismos rasos.
  • B) Erosão modifica o relevo, mas não explica a origem tectônica principal da cordilheira e dos sismos.
  • C) Sismos rasos não substituem tectonismo; eles expressam sua continuidade.
  • D) Vulcanismo fissural não é a explicação geral para cordilheiras compressivas jovens.
  • E) A compactação térmica não explica adequadamente a associação entre falhas, dobras e sismos frequentes.

Questão 09

Nas dorsais meso-oceânicas, os abalos sísmicos costumam ser rasos. Qual característica estrutural explica esse padrão?

Gabarito: alternativa D). Correto. Nas dorsais, a divergência de placas e o rifteamento geram sismos rasos ligados à fraturação da crosta.

Comentários por alternativa:

  • A) Subducção profunda caracteriza margens convergentes, não dorsais meso-oceânicas.
  • B) Dorsais não são dominadas por compressão lateral, mas por distensão tectônica.
  • C) Escudos antigos não explicam o padrão sísmico típico das dorsais oceânicas.
  • D) Correto. Nas dorsais, a divergência de placas e o rifteamento geram sismos rasos ligados à fraturação da crosta.
  • E) Plataformas continentais pouco deformadas não definem a estrutura das dorsais.

Questão 10

Em estudos de risco geográfico, a identificação de falhas ativas é importante porque certos elementos do relevo podem indicar movimentação tectônica recente. Qual conjunto de evidências sustenta melhor essa interpretação?

Gabarito: alternativa C). Correto. Escarpas lineares, drenagem deslocada e depressões alinhadas são fortes indícios de falhas ativas no relevo.

Comentários por alternativa:

  • A) Essas feições sugerem maior estabilidade geomorfológica, não atividade tectônica recente.
  • B) Drenagem regular e relevo suavizado não são os melhores indicadores de falhas ativas.
  • C) Correto. Escarpas lineares, drenagem deslocada e depressões alinhadas são fortes indícios de falhas ativas no relevo.
  • D) Feições costeiras arenosas refletem sobretudo dinâmica marinha e sedimentar.
  • E) Esses elementos não constituem, em conjunto, evidência clara de reativação de falhas.

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