Revalida terá mais de uma edição por ano, de acordo com o MEC

O Exame de revalidação de diplomas de medicina (Revalida) terá mais de uma edição por ano, conforme informações do Ministério da Educação.

O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) será alterado, para atender melhor às demandas daqueles que se formaram no exterior, mas pretendem exercer a profissão no Brasil.

Alterações Revalida

O Novo Revalida terá ao menos duas edições por ano e o aluno terá a oportunidade de fazer a segunda fase do processo mais de uma vez.

O Novo Revalida, por sua vez, ficará sob a responsabilidade da Secretaria de Educação Superior (SESu), com colaboração do Conselho Federal de Medicina.

Os novos parâmetros do exame foram elaborados por um Grupo de Trabalho interministerial, que efetuou estudo e diagnóstico dos processos de revalidação dos diplomas de medicina no Brasil.

Prova

O Revalida tem por objetivo verificar a aquisição de conhecimentos; habilidades e competências requeridas para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema de Saúde do Brasil (SUS); em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no País.

As provas continuarão sendo realizadas em duas etapas como antes. A primeira terá uma prova objetiva e a segunda com prova prática, em uma estação clínica. A diferença será que o aluno que reprovar a segunda fase pode refazê-la por mais duas vezes em edições consecutivas – anteriormente, o candidato precisa realizar todo o processo desde o início.

Conteúdo das Provas

O conteúdo das duas provas abrange as cinco grandes áreas da medicina: Clínica Médica; Cirurgia; Ginecologia e Obstetrícia; Pediatria; Medicina da Família e Comunitária/Saúde Pública. Na parte prática, uma banca examinadora avalia habilidade de comunicação; raciocínio clínico e tomada de decisões.

Complementação

Após passar nas duas etapas, o candidato deverá revalidar o diploma em uma universidade pública brasileira. Tal revalidação poderá precisar de uma complementação de matriz curricular; pois em alguns casos há situações específicas, tais como questões epidemiológicas, pois para o estudante que se formou em Harvard, nos Estados Unidos, não estudou sobre dengue e demais doenças tropicais.

A universidade que definirá se há ou não a necessidade de complementação. Só após está processo o candidato poderá ir a um conselho de medicina para requisitar o referido registro.

Histórico

O Revalida, criado em 2011, estava sob a competência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O Revalida foi estabelecido em 2011 e até 2018 foram realizadas sete edições, com um total de 24.327 inscrições e aprovação de 6.544 candidatos para a segunda etapa do exame. A maioria dos participantes nas sete edições era de nacionalidade brasileira — no último exame, aproximadamente 60%. A Bolívia lidera a quantidade de tentativas de revalidação de diploma.

Fonte MEC

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