Educação Básica e a educação à distância

Educação Básica e a educação à distância, que teve o decreto o Decreto Nº 9.057/2017, publicado na edição do Diário Oficial da União de, 26 de maio; que atualiza a legislação sobre o tema e regulamenta a EaD no país. Neste decreto, o MEC estendia ao ensino fundamental a possibilidade de oferecimento da EAD nas séries do ensino fundamental. Após vários questionamentos e polêmicas; o Ministério disse que atualizará o decreto e o ensino fundamental não terão essa possibilidade.

EAD no Ensino Fundamental

A primeira colocação do MEC para o ensino a distância no ensino fundamental; seria para situações emergenciais tais como falta de professores; escolas sem infraestrutura; paralisações docentes; colégios situados em áreas de risco e baixos indicadores no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira). Problemas na educação brasileira em todos os níveis não faltam, mas a educação a distância não será o remendo para a resolução dos desafios, que devem ser encarados com fortes investimentos na estrutura e na legislação educacional.

O MEC percebeu que seria precipitado autorizar a EAD no ensino fundamental no cenário educacional de hoje; e anunciou para esta semana uma correção do decreto.

De fato, a educação a distância supõe determinados requisitos:

-Estudantes com certa autonomia e autodisciplina;

-Acompanhamento de tutores;

-Materiais didáticos interativos e de qualidade;

-Novo perfil de professor.

É um conjunto que não está disponível no segmento da educação básica; ainda mais para uma implementação em massa; o que prejudicaria ainda mais um sistema educacional, que está falido e precisará passar por diversos investimentos e transformações urgentes.

EAD no Ensino Médio

A EAD no Ensino Médio poderá ser positivo para o ensino médio, maior gargalo da educação brasileira, pois poderá resolver alguns problemas no segmento tais como conteúdos distantes da realidade do aluno, professores sem a formação necessária, alta rotatividade docente, classes superlotadas e turmas muito heterogêneas; que são alguns dos impasses que levaram a uma educação estagnada; avaliada há anos abaixo da média, em exames nacionais e internacionais.

Mas a plataforma EAD necessita de investimentos e comprometimento em diversos setores, ou será apenas mais um fiasco a atravancar ainda mais a educação brasileira e gerar apenas números e não qualidade no processo educacional.

Realidade do Ensino Médio Brasileiro

No ensino médio atual, o aluno não só não aprende, como também acaba abandonando os estudos; como  é o caso de 1 milhão e 600 mil jovens entre 15 e 17 anos que estão fora da escola, que representa a geração nem-nem; os que nem estudam, nem trabalham; que atualmente são 20% dos brasileiros entre 18 e 25 anos.

Reforma do Ensino Médio

A reforma do ensino médio, sancionada há três meses, pretende rever o currículo e flexibilizar as trajetórias escolares; permitindo inclusive a opção pela formação profissional; que é uma alternativa interessante para quem busca acesso mais rápido ao mercado de trabalho. Mas não há como mudar o ensino médio sem atualizar as modalidades de ensino.

Alterações do Ensino Médio

O Ensino Médio passará por várias mudanças; que ainda estão em discussão e algumas alterações seriam muito interessantes tais como:

-Processos híbridos (parte do ensino presencial, parte a distância);

-Metodologia da “sala de aula invertida”, em que o aluno assiste videoaulas antes do encontro com o professor e aproveita melhor a sua orientação;

-Acompanhamento personalizado do estudante, por meio de tecnologias e ambientes virtuais de aprendizagem.

Tal regulamentação da EAD no ensino médio poderá representar um impulso importante para que essas inovações didáticas finalmente cheguem às escolas; mas ainda há muita coisa a ser feita, principalmente em relação à progressão de alunos que não sabem ler nem escrever.

Atualmente a realidade escolar brasileira é que o professor é culpado por todas as dificuldades de seus alunos; e no final do período letivo é forçado a aprovar estudantes sem a mínima condição de aprendizagem ao longo do ano.

Não adiantará mudar os números em relação a quantidade de jovens com diploma do ensino médio se a qualidade da educação for insignificante, como é a realidade atual.

Dicas de Estudo Enem e Vestibulares:

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