Resposta direta: Ambas estão corretas. Em geral, “furtar” é tomar algo sem violência; “roubar” costuma envolver violência, ameaça ou uso mais amplo e expressivo na língua comum.
| Forma | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| furtarCorreta | Verbo correto na língua geral e também termo técnico do campo jurídico. Em sentido mais preciso, associa-se à subtração sem violência ou grave ameaça. | Alguém furtou a bicicleta que estava na garagem. |
| roubarCorreta | Verbo correto na língua geral e também termo técnico do campo jurídico. Em sentido jurídico, envolve violência ou grave ameaça; no uso comum, é mais amplo e frequente que “furtar”. | Dois homens roubaram o carro na saída do prédio. |
Comparação rápida
furtar
- Situação
- Correta
- Uso
- Verbo correto na língua geral e também termo técnico do campo jurídico. Em sentido mais preciso, associa-se à subtração sem violência ou grave ameaça.
- Exemplo
- Alguém furtou a bicicleta que estava na garagem.
roubar
- Situação
- Correta
- Uso
- Verbo correto na língua geral e também termo técnico do campo jurídico. Em sentido jurídico, envolve violência ou grave ameaça; no uso comum, é mais amplo e frequente que “furtar”.
- Exemplo
- Dois homens roubaram o carro na saída do prédio.
Ambas estão corretas. Em geral, “furtar” é tomar algo sem violência; “roubar” costuma envolver violência, ameaça ou uso mais amplo e expressivo na língua comum.
Na língua jurídica brasileira, a diferença é técnica: furto é a subtração de bem alheio sem violência ou grave ameaça; roubo é a subtração com violência ou grave ameaça à pessoa. Na língua do dia a dia, porém, “roubar” também aparece em sentidos mais amplos e figurados.
Pronúncia
furtar: fur-tar
roubar: rou-bar
furtar: verbo
Uso: Verbo correto na língua geral e também termo técnico do campo jurídico. Em sentido mais preciso, associa-se à subtração sem violência ou grave ameaça.
Origem ou função: verbo simples do léxico comum
subtrair coisa alheia sem consentimento; em uso jurídico, sem violência ou grave ameaça
Sinônimos: subtrair, surrupiar.
Combinações frequentes: furtar um celular; furtar dinheiro; furtar mercadorias; furtar energia.
Exemplos:
- Alguém furtou a bicicleta que estava na garagem.
- O código penal distingue furtar de roubar.
furtar: verbo pronominal
Uso: Verbo correto na língua geral e também termo técnico do campo jurídico. Em sentido mais preciso, associa-se à subtração sem violência ou grave ameaça.
Origem ou função: forma pronominal de furtar
esquivar-se; evitar
Sinônimos: esquivar-se, evitar, escapar.
Combinações frequentes: furtar-se a responder; furtar-se ao debate; furtar-se ao dever.
Exemplos:
- Ele se furtou a comentar o caso.
- A testemunha tentou furtar-se às perguntas.
roubar: verbo
Uso: Verbo correto na língua geral e também termo técnico do campo jurídico. Em sentido jurídico, envolve violência ou grave ameaça; no uso comum, é mais amplo e frequente que “furtar”.
Origem ou função: verbo simples do léxico comum
tomar bem alheio; no sentido jurídico, mediante violência ou grave ameaça; na língua comum, também pode significar lesar, tirar indevidamente ou agir com desonestidade
Sinônimos: assaltar, subtrair, lesar.
Combinações frequentes: roubar um carro; roubar dinheiro; roubar um banco; roubar a cena; roubar tempo.
Exemplos:
- Dois homens roubaram o carro na saída do prédio.
- Cobrar esse valor é roubar o consumidor, disse o cliente.
- A atriz roubou a cena no filme.
Diferença de sentido
A principal diferença está no tipo de ação descrita. “Furtar” é mais específico e, em contexto jurídico, indica a subtração sem violência ou grave ameaça. “Roubar” é o verbo ligado, tecnicamente, à subtração com violência ou ameaça à pessoa.
Fora do contexto técnico, “roubar” é mais frequente e mais amplo. Ele pode aparecer tanto em notícias policiais quanto em usos figurados, como “roubar a cena” ou “roubar tempo”. Já “furtar” tende a soar mais preciso, mais formal ou mais associado ao vocabulário jurídico e jornalístico.
Uso na prática
Se a intenção é precisão jurídica, use cada verbo conforme a definição técnica: “furtar” sem violência; “roubar” com violência ou grave ameaça.
Se a intenção é falar de modo geral, as duas palavras podem aparecer, mas não em todos os contextos como equivalentes perfeitas. Por exemplo, “roubar a cena” é natural; “furtar a cena” não tem o mesmo uso.
Erros comuns
Neste contexto, não use: Usar “furtar” e “roubar” como sinônimos perfeitos em contexto jurídico
Neste contexto, use: Distinguir os termos conforme a presença ou ausência de violência ou grave ameaça
Na linguagem jurídica, a diferença entre os dois verbos é técnica e relevante.
Não confunda com: Dizer “furtou a cena” no lugar de “roubou a cena”
Use quando for o caso: Usar “roubou a cena”
A expressão cristalizada no uso comum é “roubar a cena”.
Neste contexto, não use: Escolher sempre “roubar” quando se quer precisão legal
Neste contexto, use: Usar “furtar” ou “roubar” conforme o caso
Na língua comum, “roubar” é amplo; no campo jurídico, a escolha depende do tipo de crime.
Dica para não confundir: Pense assim: furto é mais “furtivo”; roubo, no sentido técnico, envolve violência ou ameaça.












