A redação do Enem é uma das etapas mais aguardadas e temidas pelos candidatos. Além de representar 20% da nota final, ela exige atenção a normas formais, argumentação consistente e domínio da língua portuguesa. Por isso, muitos estudantes têm dúvidas sobre como funciona a correção e quantos corretores leem a redação do Enem.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, estabeleceu um processo rigoroso para garantir justiça e imparcialidade na correção. As regras são descritas em documentos oficiais, como o edital do Enem e a Cartilha do Participante. Esse cuidado garante que cada candidato tenha sua redação avaliada de forma criteriosa.
Quantos corretores corrigem a redação do Enem
De acordo com o Inep, toda redação do Enem é corrigida inicialmente por dois avaliadores independentes. Eles não têm acesso à nota atribuída pelo colega, o que assegura maior imparcialidade no julgamento. Cada um analisa a redação com base em cinco competências, que somam até 200 pontos cada, resultando em uma nota total de até 1000 pontos.
Esses dois primeiros avaliadores são responsáveis por atribuir a nota de acordo com os critérios estabelecidos. A nota final, em condições normais, é a média aritmética simples das duas avaliações. No entanto, nem sempre essa primeira correção é suficiente para definir a nota definitiva.
O que acontece em caso de divergência?
O Inep definiu parâmetros para identificar discrepâncias entre os dois primeiros corretores. Se a diferença entre as notas totais for superior a 100 pontos ou se a discrepância em qualquer uma das cinco competências ultrapassar 80 pontos, a redação é encaminhada para um terceiro avaliador.
Esse terceiro avaliador também corrige a redação de forma independente, sem conhecer as notas anteriores. O objetivo é reduzir a margem de erro e garantir que o estudante receba uma nota justa, baseada em critérios claros e uniformes.
O papel do terceiro avaliador
Quando o terceiro avaliador entra em cena, sua nota é comparada com as duas anteriores. Caso haja concordância com uma delas, a média é feita entre essas duas notas mais próximas. Esse critério permite que a nota final seja representativa do desempenho do candidato, evitando distorções que poderiam prejudicá-lo.
Se a nota atribuída pelo terceiro corretor ficar equidistante em relação às duas anteriores, ou se ainda houver divergência significativa, a situação é resolvida de forma diferente. Nesses casos, a redação é enviada para uma banca especial de correção.
A banca de três corretores
Quando os critérios de equidistância ou divergência não são solucionados pelo terceiro avaliador, o texto passa por uma banca corretora. Essa banca é composta por três especialistas: um supervisor e dois avaliadores auxiliares. Eles corrigem a redação em conjunto e atribuem a nota final, que substitui todas as anteriores.
Esse é o estágio mais avançado do processo de avaliação e demonstra o cuidado do Inep em garantir que nenhum candidato seja prejudicado por diferenças de interpretação. Assim, em situações extremas, até seis profissionais distintos podem ter lido uma mesma redação, embora a regra geral seja que apenas dois avaliadores façam esse trabalho.
Como as competências são avaliadas?
A correção é estruturada em cinco competências, cada uma valendo até 200 pontos. Entre elas estão o domínio da norma culta da língua portuguesa, a compreensão da proposta, a seleção e organização de informações, a capacidade de argumentação e a elaboração de uma proposta de intervenção para o problema discutido.
Cada corretor atribui notas de forma independente em cada competência. O resultado é somado, formando a nota individual de cada avaliador. Esses critérios foram criados para que a avaliação seja objetiva e transparente, reduzindo o peso de interpretações pessoais.
Quem são os corretores do Enem?
Os profissionais responsáveis pela correção da redação do Enem precisam atender a requisitos específicos. Segundo o Inep, é necessário ter formação superior em áreas como Letras ou Linguística. Além disso, os corretores passam por capacitação e processo seletivo para garantir que estejam preparados para aplicar os critérios corretamente.
Esse treinamento é essencial para manter a padronização e a qualidade da correção. Ao mesmo tempo, ajuda a assegurar que todos os candidatos, independentemente de sua região ou escola de origem, sejam avaliados com base nos mesmos parâmetros.
Por que o processo de correção é tão rigoroso?
A redação do Enem tem grande peso no resultado final e pode ser decisiva para a aprovação em universidades públicas e programas como o Sisu, o Fies e o Prouni. Por isso, o processo de correção precisa ser minucioso e confiável.
Com esse sistema de múltiplos avaliadores, o Inep garante que a nota reflita o desempenho real do candidato. O objetivo é reduzir injustiças e valorizar a meritocracia, oferecendo condições de igualdade a todos os participantes do exame.
Organize seus Estudos


Caderno Espiral Melissa Pautado 17x24 Colmeia
Preço: R$ 50,39













