(São Camilo/2016-2) Meia-noite de 25 de dezembro de 1991: a bandeira vermelha, com a foice e o martelo, está sendo substituída no mastro principal do Kremlin pelo pavilhão tricolor da Federação Russa. Aos setenta anos, a União Soviética está morrendo de múltiplas enfermidades. E também da overdose do antídoto a esses males, com o qual, nos últimos sete anos, viera se embriagando.
(Lauro Machado Coelho. O fim da União Soviética, 1996. Adaptado.)
Entre as “múltiplas enfermidades”, é correto identificar
A) a crise econômica e as tendências autonomistas de algumas repúblicas.
B) as reformas autoritárias e a oposição militar da Otan à glasnost.
C) a política externa isolacionista e a estagnação burocrática dos partidos.
D) o fracasso da perestroika e a drástica redução da população ativa.
E) o aumento da repressão política e o crescimento industrial descontrolado.
RESOLUÇÃO:
A questão aborda o contexto do fim da União Soviética, marcado pela substituição da bandeira no Kremlin em dezembro de 1991. O texto fala em “múltiplas enfermidades” que levaram ao colapso do regime, bem como à “overdose do antídoto” — referência às reformas de Mikhail Gorbachev, especialmente a perestroika (reformas econômicas) e a glasnost (maior abertura política).
Entre as principais causas da crise soviética estavam:
Estagnação econômica, agravada pela dificuldade de competir com o bloco ocidental e pelo peso da corrida armamentista.
Tendências autonomistas das repúblicas, como a independência declarada pelos países bálticos e, posteriormente, de outras nações da URSS.
A incapacidade de as reformas gorbachevistas resolverem rapidamente os problemas estruturais, o que intensificou a instabilidade.
Resp.: A










