Resposta direta: Ambas estão corretas, mas com estruturas diferentes: “esquecer algo” e “esquecer-se de algo”. A forma “esquecer de algo”, sem o pronome, é frequente na fala, porém não é a construção mais recomendada na norma padrão.
| Forma | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| esquecer algoCorreta | Construção correta e plenamente aceita na norma padrão. O verbo é usado sem pronome e, em geral, com objeto direto. | Esqueci a carteira em casa. |
| esquecer-se de algoCorreta | Construção correta na norma padrão. Na forma pronominal, o verbo rege a preposição “de”. | Esqueci-me do recado. |
| esquecer de algoVariante aceita | Construção muito frequente no português do Brasil, sobretudo na fala e em registros menos formais. Em contextos formais e escolares, costuma-se recomendar “esquecer algo” ou “esquecer-se de algo”. | Acabei esquecendo do documento. |
Comparação rápida
esquecer algo
- Situação
- Correta
- Uso
- Construção correta e plenamente aceita na norma padrão. O verbo é usado sem pronome e, em geral, com objeto direto.
- Exemplo
- Esqueci a carteira em casa.
esquecer-se de algo
- Situação
- Correta
- Uso
- Construção correta na norma padrão. Na forma pronominal, o verbo rege a preposição “de”.
- Exemplo
- Esqueci-me do recado.
esquecer de algo
- Situação
- Variante aceita
- Uso
- Construção muito frequente no português do Brasil, sobretudo na fala e em registros menos formais. Em contextos formais e escolares, costuma-se recomendar “esquecer algo” ou “esquecer-se de algo”.
- Exemplo
- Acabei esquecendo do documento.
Ambas as formas podem aparecer na língua, mas a distinção central é esta: na norma padrão, o verbo “esquecer” costuma ser usado sem preposição, enquanto a forma pronominal “esquecer-se” pede a preposição “de”.
Por isso, o contraste mais seguro é entre “esqueci o livro” e “esqueci-me do livro”. Já “esqueci do livro” é muito comum no uso brasileiro, especialmente na fala, e amplamente compreendido, mas costuma ser visto como variante menos prestigiada em contextos formais.
Pronúncia
esquecer algo: es-que-cer
esquecer-se de algo: es-que-cer-se
esquecer de algo: es-que-cer de
esquecer algo: verbo
Uso: Construção correta e plenamente aceita na norma padrão. O verbo é usado sem pronome e, em geral, com objeto direto.
Origem ou função: verbo esquecer
não se lembrar de algo; deixar algo sem atenção ou sem levar consigo
Sinônimos: olvidar, não lembrar, deixar para trás.
Combinações frequentes: esquecer o nome; esquecer a chave; esquecer um compromisso; esquecer o assunto.
Exemplos:
- Esqueci a carteira em casa.
- Ela esqueceu o nome do professor.
esquecer-se de algo: locução verbal pronominal
Uso: Construção correta na norma padrão. Na forma pronominal, o verbo rege a preposição “de”.
Origem ou função: forma pronominal do verbo esquecer
não se lembrar de algo
Sinônimos: olvidar-se de, não se lembrar de.
Combinações frequentes: esquecer-se de um detalhe; esquecer-se de alguém; esquecer-se de um compromisso; esquecer-se de fazer algo.
Exemplos:
- Esqueci-me do recado.
- Não se esqueça de fechar a porta.
esquecer de algo: locução verbal
Uso: Construção muito frequente no português do Brasil, sobretudo na fala e em registros menos formais. Em contextos formais e escolares, costuma-se recomendar “esquecer algo” ou “esquecer-se de algo”.
Origem ou função: uso não pronominal do verbo esquecer com preposição
não se lembrar de algo
Sinônimos: não lembrar de, olvidar.
Combinações frequentes: esquecer do nome; esquecer da chave; esquecer do prazo; esquecer de tudo.
Exemplos:
- Acabei esquecendo do documento.
- Ele esqueceu do aniversário da amiga.
Como usar
Se o verbo aparecer sem pronome, a construção padrão é “esquecer algo”: “Esqueci o endereço”.
Na fala brasileira, “esquecer de algo” sem pronome é muito comum: “Esqueci do endereço”. Em textos formais, porém, essa forma pode ser substituída pelas duas anteriores.
Erros comuns
Evite: Esqueci de trazer o relatório.
Prefira: Em contexto formal, também se recomendam “Esqueci o relatório” ou “Esqueci-me de trazer o relatório”, conforme o sentido desejado.
A construção com “esquecer de” sem pronome é comum e aceita no uso, mas pode ser evitada em registros mais monitorados por questão de estilo e regência tradicional.
Não escreva assim: Esqueci-me o celular.
Escreva assim: Esqueci-me do celular.
Na forma pronominal “esquecer-se”, a preposição “de” é exigida.
Não escreva assim: Não esqueça fechar a porta.
Escreva assim: Não esqueça de fechar a porta. / Não se esqueça de fechar a porta.
Com infinitivo, a construção com “de” é a mais natural e consagrada, especialmente com a forma pronominal.
Dica para não confundir: Sem pronome: “esquecer algo”. Com pronome: “esquecer-se de algo”. O “se” puxa o “de”.









