Resposta direta: As três formas podem ocorrer, mas “em que pese” é a mais comum. “Em que pese a” é correta quando introduz complemento expresso, e “em que pesem” existe por concordância, embora seja menos frequente no uso geral.
| Forma | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| em que peseForma preferencial | É a forma mais usual na língua geral, sobretudo com valor concessivo equivalente a “apesar de” ou “não obstante”. Muitas vezes aparece sem complemento explícito ou seguida de oração. | |
| em que pese aCorreta | É correta quando a expressão vem seguida de complemento nominal expresso: “em que pese a decisão”, “em que pese a crítica”. Nesses casos, aproxima-se de “apesar de”. | |
| em que pesemVariante aceita | Existe por concordância com termo plural em usos mais analíticos ou mais formais, como em “em que pesem os argumentos”. Ainda assim, é menos frequente do que “em que pese” no uso corrente. |
Comparação rápida
em que pese
- Situação
- Forma preferencial
- Uso
- É a forma mais usual na língua geral, sobretudo com valor concessivo equivalente a “apesar de” ou “não obstante”. Muitas vezes aparece sem complemento explícito ou seguida de oração.
em que pese a
- Situação
- Correta
- Uso
- É correta quando a expressão vem seguida de complemento nominal expresso: “em que pese a decisão”, “em que pese a crítica”. Nesses casos, aproxima-se de “apesar de”.
em que pesem
- Situação
- Variante aceita
- Uso
- Existe por concordância com termo plural em usos mais analíticos ou mais formais, como em “em que pesem os argumentos”. Ainda assim, é menos frequente do que “em que pese” no uso corrente.
As três formas podem ocorrer, mas “em que pese” é a mais comum. “Em que pese a” é correta quando introduz complemento expresso, e “em que pesem” existe por concordância, embora seja menos frequente no uso geral.
Na prática, a dúvida surge porque a expressão oscila entre um uso mais cristalizado, próximo de “apesar de”, e um uso mais verbal, em que se percebe a relação com o verbo “pesar”. Por isso, é importante distinguir o que é corrente na língua geral do que soa mais formal ou mais marcado.
Uso
“Em que pese” é uma expressão de valor concessivo. Em textos formais, costuma equivaler a “apesar de”, “não obstante” ou “malgrado”. Ex.: “Em que pese o atraso, a reunião aconteceu.”
Quando o complemento aparece de modo explícito, a sequência “em que pese a” é perfeitamente regular: “Em que pese a divergência, houve acordo.” Nesse caso, o “a” integra a ligação com o termo seguinte.
Já “em que pesem” reflete mais claramente a origem verbal da construção, com concordância no plural: “Em que pesem os obstáculos, o projeto avançou.” É uma possibilidade legítima, mas menos corrente na língua geral contemporânea.
Nuance
Se a intenção for escrever de modo natural e seguro em português brasileiro, “em que pese” costuma ser a escolha mais estável.
Se houver complemento feminino singular introduzido diretamente, “em que pese a” é leitura natural e correta.
“Em que pesem” não é erro, mas tende a soar mais formal, mais jurídico ou mais próximo de uma construção sentida como verbal.
Erros comuns
Evite: Usar “em que pesem” em todo contexto por achar que a concordância é obrigatória.
Prefira: Em textos gerais, “em que pese” costuma ser a forma mais corrente.
Aqui a diferença é principalmente de uso e frequência, não de erro objetivo em todos os casos.
Dica para não confundir: Pense assim: no uso comum, “em que pese” funciona quase como “apesar de”; se houver complemento expresso, “em que pese a” continua correta; o plural “em que pesem” existe, mas é menos comum.









