A Intifada é um termo árabe que significa “levante” ou “rebelião”. Este conceito é amplamente associado ao conflito entre israelenses e palestinos. Ele representa uma série de mobilizações populares que ocorreram em resposta à ocupação israelense dos territórios palestinos. Desde a década de 1980, a Intifada tornou-se um símbolo da luta pela autodeterminação do povo palestino.
A primeira Intifada começou em dezembro de 1987 e durou até 1993. Este levante foi caracterizado por manifestações, greves e resistência civil. O povo palestino usou táticas como o boicote a produtos israelenses e a organização de comitês populares para implementar suas demandas. A violência era limitada, embora tenha havido confrontos com forças militares israelenses.
Em 2000, a segunda Intifada (ou Intifada Al-Aqsa) eclodiu. O estopim foi a visita de Ariel Sharon, então líder do partido Likud, ao complexo da mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém. Esse ato foi interpretado como uma provocação. A resposta palestina foi mais violenta, caracterizando-se por ataques armados,outras formas de resistência e um aumento na repressão israelense.
A primeira intifada
A primeira Intifada começou como uma reação popular contra a opressão e as injustiças enfrentadas pelos palestinos. Ela refletiu o descontentamento generalizado com a ocupação israelense. Alguns de seus principais pontos incluem:
- Início em 1987: A primeira Intifada eclodiu em 9 de dezembro de 1987, na cidade palestina de Jabalia, na Faixa de Gaza.
- Mobilizações em massa: A população palestina organizou protestos, greves e boicotes a produtos israelenses.
- Resistência pacífica: Apesar de alguns confrontos violentos, muitos palestinos optaram pela resistência não violenta.
- Comitês populares: Foram formados comitês em bairros para coordenar ações e temas de resistência.
- Impacto internacional: A situação chamou a atenção da comunidade internacional, aumentando a pressão sobre Israel.
A primeira Intifada terminou em 1993, com os Acordos de Oslo, que buscavam estabelecer um processo de paz e a criação da Autoridade Nacional Palestina. Contudo, os acordos falharam em solucionar questões fundamentais. Portanto, a frustração e a violência ressurgiram.
A segunda intifada
A segunda Intifada, que começou em setembro de 2000, foi marcada por uma escalada significativa da violência. Alguns fatores que a impulsionaram incluem:
- Visita de Ariel Sharon: A visita provocativa de Ariel Sharon ao complexo da mesquita de Al-Aqsa foi um estopim importante para o levante.
- Conflito armado: Ao contrário da primeira Intifada, a segunda foi marcada por confrontos armados. Grupos militantes palestinos, como o Hamas e a Jihad Islâmica, aumentaram suas atividades.
- Repressão israelense: A resposta militar de Israel foi intensa. As tropas israelenses realizaram operações em áreas palestinas com consequências devastadoras.
- Impacto na sociedade: A segunda Intifada gerou um grande número de vítimas e um ambiente de medo e incerteza entre as populações de ambos os lados.
- Consequências políticas: O processo de paz sofreu um golpe fatal e as relações entre israelenses e palestinos se deterioraram ainda mais.
As consequências da segunda Intifada perduram até hoje. As tensões entre israelenses e palestinos são maiores do que nunca. O impacto na vida cotidiana dos palestinos é profundo. O sentimento de insegurança e de desconfiança se alastrou entre as comunidades.
Em resumo, a Intifada simboliza a luta do povo palestino por liberdade e autodeterminação. Ambas as Intifadas revelaram o descontentamento com a ocupação. O contexto histórico e social é essencial para entender a complexidade do conflito. Para os estudantes, compreender a Intifada oferece uma visão mais ampla da história do Oriente Médio.
Para se preparar para vestibulares e o ENEM, considere os seguintes aspectos:
- Conhecimento contextual: Entender as circunstâncias que levaram às Intifadas é crucial.
- Eventos importantes: Guarde datas e acontecimentos fundamentais, como os Acordos de Oslo.
- Conseqüências atuais: Analise como a Intifada moldou a política atual na região.
- Perspectivas de ambas as partes: Considere as narrativas israelense e palestina para uma visão equilibrada.
Estudar a Intifada não é apenas examinar datas e eventos. É entender as narrativas humanas por trás das estatísticas e o impacto emocional da luta por direitos. Este conhecimento enriquecerá sua formação e ajudará em sua preparação para os exames.
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