A Universidade de São Paulo confirmou que adotará cotas para pessoas com deficiência no vestibular 2028. A medida valerá para os processos seletivos que selecionam estudantes para os cursos de graduação da instituição, incluindo Fuvest, Enem-USP e Provão Paulista. A decisão atende à Lei Estadual nº 18.167/2025, que determinou a reserva de vagas para PcD em cursos técnicos e universidades estaduais paulistas.
A mudança aproxima a USP de políticas de inclusão já aplicadas em outras instituições públicas e amplia o debate sobre acesso ao ensino superior. Pela legislação, o percentual mínimo de vagas reservadas deve acompanhar a proporção de pessoas com deficiência na população do estado de São Paulo, conforme o último Censo do IBGE.
Cotas PcD na USP: O que vai mudar no vestibular 2028?
A partir do vestibular que selecionará os ingressantes de 2028, a USP terá uma política específica de reserva de vagas para candidatos com deficiência. A nova regra deverá integrar os principais caminhos de entrada na universidade, como a Fuvest, o Enem-USP e o Provão Paulista.
Na prática, estudantes que se enquadrarem nos critérios definidos para PcD poderão concorrer dentro de uma modalidade própria. As regras finais ainda serão detalhadas pela universidade, mas a reserva seguirá os parâmetros definidos pela legislação estadual.
A lei determina que as instituições estaduais reservem, no mínimo, uma quantidade de vagas equivalente à proporção de pessoas com deficiência registrada na população paulista no Censo mais recente. No Censo 2022, o índice citado para São Paulo foi de 6,3%, segundo as informações divulgadas sobre a implementação da norma.
Como será feita a implementação das cotas PcD
A USP criou um grupo de trabalho para estudar a implantação das cotas PcD nos seus processos seletivos. Esse grupo deverá analisar a legislação, avaliar os critérios necessários e propor uma minuta de resolução para orientar a aplicação da política.
A equipe terá prazo de 120 dias para elaborar as diretrizes iniciais. A composição inclui representantes da universidade, especialistas e membros ligados às áreas responsáveis por graduação, inclusão e pertencimento.
Depois dessa etapa, a minuta seguirá para análise da Pró-Reitoria de Graduação e da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento. Em seguida, o texto será encaminhado para votação no Conselho de Graduação e no Conselho de Inclusão e Pertencimento.
Após passar por essas instâncias, a proposta ainda precisará ser avaliada pelo Conselho Universitário. A previsão informada pela USP é que todo o trâmite seja concluído até o primeiro semestre de 2027, antes da aplicação da reserva de vagas no vestibular 2028.
Lei estadual orienta reserva de vagas para PcD em São Paulo
A criação das cotas PcD na USP está ligada à Lei Estadual nº 18.167/2025, que estabeleceu a reserva de vagas para pessoas com deficiência em cursos técnicos e instituições estaduais de ensino superior. A regra alcança universidades estaduais e unidades de formação técnica do estado.
A legislação busca ampliar a presença de estudantes com deficiência em espaços historicamente marcados por barreiras de acesso. Com isso, a política passa a integrar o conjunto de ações afirmativas voltadas à democratização do ensino público.
O texto legal prevê que a reserva considere a proporção de pessoas com deficiência na população paulista, de acordo com o último levantamento do IBGE. Assim, o percentual pode ser atualizado em novos ciclos censitários, caso os dados oficiais sejam modificados.
Outro ponto importante é que a reserva deverá ser aplicada conforme as regras de cada processo seletivo. Por isso, a USP ainda precisará definir detalhes sobre documentação, comprovação, bancas de avaliação, classificação e eventual redistribuição de vagas.
O que acontece se as vagas não forem preenchidas?
A política de cotas PcD seguirá um princípio já usado em outras modalidades de reserva de vagas da USP. Caso todas as vagas destinadas a pessoas com deficiência não sejam ocupadas, elas poderão ser redistribuídas para a ampla concorrência.
Esse mecanismo busca evitar vagas ociosas e manter o preenchimento dos cursos. Ao mesmo tempo, a universidade deverá estabelecer procedimentos claros para garantir segurança jurídica, transparência e igualdade de condições durante o processo seletivo.
A definição desses critérios será uma das tarefas mais relevantes do grupo de trabalho. A USP precisará detalhar como ocorrerá a convocação dos candidatos, quais documentos serão exigidos e quais etapas poderão confirmar a elegibilidade para a modalidade.
Essas regras também serão importantes para orientar estudantes que pretendem disputar uma vaga pela Fuvest, pelo Enem-USP ou pelo Provão Paulista. A publicação antecipada dos critérios deve ajudar candidatos, famílias e escolas a se planejarem.
Por que a medida é importante para o acesso ao ensino superior
A adoção de cotas para pessoas com deficiência representa um avanço nas políticas de inclusão da USP. A universidade já possui modalidades de reserva de vagas voltadas a estudantes de escolas públicas, pretos, pardos e indígenas, mas ainda precisava estruturar uma política específica para PcD.
A nova reserva amplia o debate sobre permanência estudantil, acessibilidade física, acessibilidade digital, apoio pedagógico e acolhimento acadêmico. A entrada de mais estudantes PcD também exigirá que a universidade fortaleça ações internas para garantir condições adequadas durante o curso.
Para candidatos, a medida pode significar uma oportunidade concreta de acesso a uma das universidades mais disputadas do país. A USP reúne cursos de alta concorrência, e a criação de uma modalidade específica pode reduzir desigualdades no ingresso.
Entretanto, a inclusão não termina na aprovação. A universidade também deverá observar necessidades relacionadas a materiais acessíveis, tecnologias assistivas, acompanhamento especializado e adaptação de espaços, quando houver demanda comprovada.
Como estudar para a Fuvest pensando no vestibular 2028?
Quem pretende disputar uma vaga na USP em 2028 deve começar a preparação com atenção ao edital, ao formato das provas e ao conteúdo programático. A Fuvest costuma exigir domínio de leitura, interpretação, escrita, conhecimentos gerais e repertório interdisciplinar.
O ideal é organizar um plano de estudos com base nas disciplinas cobradas no ensino médio. O candidato deve priorizar Português, Matemática, História, Geografia, Biologia, Física, Química, Inglês e Redação, sem deixar de resolver provas anteriores.
Dicas práticas para se preparar melhor
Resolver questões antigas da Fuvest ajuda o estudante a entender o estilo da banca. A prova costuma valorizar raciocínio, análise de texto, comparação de informações e capacidade de aplicar conceitos em situações contextualizadas.
Também vale treinar redação com frequência. A escrita pesa bastante nos vestibulares e pode fazer diferença na classificação final. O estudante deve praticar argumentação, organização de ideias, repertório sociocultural e clareza na defesa do ponto de vista.
Veja alguns cuidados importantes para organizar a rotina:
- acompanhe os editais oficiais da Fuvest e da USP;
- monte um cronograma realista, com revisões semanais;
- resolva provas anteriores para identificar dificuldades;
- treine redação com temas sociais, científicos e educacionais;
- acompanhe notícias sobre cotas PcD para entender as regras definitivas.
Quando as regras finais devem ser divulgadas
A USP prevê concluir a tramitação interna da resolução até o primeiro semestre de 2027. Esse prazo é importante porque permite que os candidatos tenham acesso às regras antes do vestibular que selecionará os ingressantes de 2028.
Até lá, o grupo de trabalho deverá apresentar os critérios de implementação, e os conselhos da universidade precisarão votar a proposta. Somente após a aprovação final será possível conhecer todos os detalhes da política de cotas PcD na USP.
Os interessados devem acompanhar os canais oficiais da universidade e da Fuvest. As informações sobre prazos, documentos, critérios de inscrição e regras de classificação deverão aparecer nos editais e comunicados institucionais.
A criação das cotas PcD reforça a importância de políticas públicas voltadas à inclusão no ensino superior. Para os estudantes, o momento é de atenção às próximas etapas e de preparação antecipada para os processos seletivos da USP.
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