O Ministério da Educação (MEC) divulgou em 25 de julho uma nova resolução que altera os valores máximos de financiamento semestral do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) a partir de 2026. A medida impacta especialmente cursos com mensalidades elevadas, como Medicina, e busca atualizar o teto de financiamento para contratos novos, considerando a realidade dos preços atuais.
Segundo o MEC, os novos limites foram estabelecidos com base em estudos de custos dos cursos e visam garantir maior acesso à educação superior para estudantes de baixa renda. No entanto, quem optar por cursos com mensalidades acima do teto precisará complementar o valor por conta própria.
Novos limites de financiamento do Fies a partir de 2026
A resolução publicada nesta sexta-feira detalha os valores máximos que poderão ser financiados por semestre, dependendo do curso escolhido. Os valores serão aplicados apenas a contratos firmados a partir do ano de 2026. Veja como ficou:
Para cursos de Medicina, o valor máximo de financiamento por semestre será de R$ 78.000,00. Esse teto considera a alta demanda e o custo elevado dessa graduação em instituições privadas.
Para os demais cursos de graduação, o limite máximo por semestre será de R$ 42.983,70. Já o valor mínimo a ser financiado, independentemente do curso, será de R$ 300,00 por semestre.
Responsabilidade do estudante em cursos com mensalidade elevada
Uma das principais regras da nova resolução é que, se o valor da mensalidade ultrapassar o teto de financiamento estabelecido, o estudante será responsável por pagar a diferença diretamente à instituição de ensino. Isso vale especialmente para cursos de Medicina, Engenharia ou áreas com mensalidades acima da média.
Ou seja, o Fies garante uma cobertura até certo valor. Acima disso, o estudante deverá organizar sua vida financeira para arcar com a parte que não for contemplada pelo programa. Essa regra vale inclusive para estudantes de baixa renda.
O que acontece após a formatura?
Assim como nas edições anteriores do Fies, o financiamento concedido deve ser reembolsado após a conclusão do curso. O estudante beneficiado entra em uma fase de amortização, na qual deverá quitar o valor total financiado durante sua graduação.
A forma de pagamento geralmente ocorre em parcelas mensais e pode variar conforme a renda do egresso. As condições específicas de pagamento são informadas no momento da contratação e seguem regras previstas em lei.
Quem pode participar do Fies?
Para se candidatar ao Fies, o interessado precisa atender a critérios específicos estabelecidos pelo MEC. As exigências envolvem tanto o desempenho no Enem quanto a renda familiar.
Em relação ao Enem, o candidato deve ter realizado qualquer edição a partir de 2010, com média aritmética igual ou superior a 450 pontos nas provas objetivas e nota diferente de zero na Redação. Além disso, não pode ter participado do exame na condição de treineiro.
Critério de renda para participar do Fies
Outro requisito fundamental é que a renda familiar mensal bruta per capita seja de até três salários mínimos. Essa limitação garante que o financiamento seja direcionado a estudantes de baixa renda, alinhado aos objetivos sociais do programa.
Para comprovar a renda, os candidatos devem apresentar documentos como contracheques, declaração de imposto de renda, carteira de trabalho e extratos bancários. A análise é realizada no momento da inscrição e validação das informações junto à instituição.
Como se preparar para o Fies 2026
Embora as inscrições para o Fies 2026 ainda não estejam abertas, estudantes interessados já podem se preparar reunindo documentos e se informando sobre os cursos que pretendem financiar. A escolha da instituição e o valor da mensalidade são fatores importantes na hora de decidir se o financiamento valerá a pena.
É recomendável também acompanhar os editais e atualizações diretamente no portal Acesso Único do MEC, onde são divulgados os prazos, regras e etapas do processo seletivo.
Simulação do financiamento
Os interessados podem utilizar ferramentas online para simular o valor do financiamento, estimar parcelas futuras e avaliar se o curso escolhido está dentro do teto estabelecido. Isso permite uma melhor organização financeira e evita surpresas na hora da contratação.
Algumas instituições privadas também oferecem apoio e orientação para alunos que pretendem usar o Fies, auxiliando desde a inscrição até o processo de contratação do financiamento.
Outras alternativas para financiamento estudantil
Além do Fies, existem outras formas de financiar um curso superior, como programas oferecidos por bancos, cooperativas de crédito, empresas privadas e até pelas próprias faculdades. Muitas dessas opções incluem prazos de carência e taxas de juros diferenciadas.
Contudo, o Fies ainda se destaca por ser subsidiado pelo governo, com condições geralmente mais favoráveis para quem se enquadra nos critérios de renda e desempenho acadêmico. Por isso, continua sendo uma das principais portas de entrada para o ensino superior privado no Brasil.










