A Partilha da África foi um processo central do imperialismo do século XIX, no qual potências europeias ampliaram seu domínio territorial, econômico e político sobre o continente africano. Para compreendê-la em História da África, é essencial observar não só os interesses europeus, mas também as dinâmicas internas africanas, as resistências locais e os efeitos duradouros da imposição de fronteiras e administrações coloniais.
Nesta sequência, as questões exploram conferências diplomáticas, disputas estratégicas, formas de ocupação, resistência africana e impactos territoriais e sociais da partilha. O foco está em interpretar relações de poder, mudanças históricas e permanências que ajudam a explicar por que esse processo marcou profundamente a formação da África contemporânea.
Questões sobre Partilha da África – parte 2
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. A conferência definiu princípios para legitimar ocupações e administrar a rivalidade imperialista europeia na África.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Correto. A ocupação efetiva exigia presença concreta e capacidade de exercer domínio reconhecível sobre o território.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. Mapas e interesse prévio não bastavam sem presença material e instrumentos de controle.
- B) Incorreta. Tratados foram usados, porém sem presença organizada não garantiam plenamente a reivindicação.
- C) Incorreta. Investimento privado ajudava, mas não substituía a demonstração de autoridade efetiva do Estado.
- D) Correto. A ocupação efetiva exigia presença concreta e capacidade de exercer domínio reconhecível sobre o território.
- E) Incorreta. Missões e expedições contribuíam, mas não geravam reconhecimento automático de soberania colonial.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto. Fachoda simbolizou a colisão entre estratégias imperiais britânica e francesa no continente africano.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. Fachoda simbolizou a colisão entre estratégias imperiais britânica e francesa no continente africano.
- B) Incorreta. A Guerra dos Bôeres envolveu principalmente britânicos e colonos bôeres no sul da África.
- C) Incorreta. A Revolta dos Boxers ocorreu na China, fora do contexto da partilha africana.
- D) Incorreta. A Conferência de Algeciras tratou da questão marroquina no início do século XX.
- E) Incorreta. A unificação italiana pertence à política europeia e não a esse choque anglo-francês específico.
Questão 04
Gabarito: alternativa E). Correto. As fronteiras coloniais refletiram prioridades imperiais, não a complexidade histórica das formações africanas.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. Em muitos casos, os limites anteriores foram ignorados ou profundamente alterados pelas potências.
- B) Incorreta. As fronteiras frequentemente cortaram áreas linguísticas e culturais já existentes no continente.
- C) Incorreta. A partilha foi imposta majoritariamente por potências europeias, não por negociação africana ampla.
- D) Incorreta. O interior africano foi alvo importante da expansão colonial no período imperialista.
- E) Correto. As fronteiras coloniais refletiram prioridades imperiais, não a complexidade histórica das formações africanas.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Correto. A expansão colonial articulou interesses econômicos, estratégicos e financeiros das potências industrializadas.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. As rotas marítimas e o comércio internacional tornaram-se ainda mais estratégicos nesse contexto.
- B) Incorreta. O imperialismo ampliou circuitos industriais e comerciais, não os substituiu por autossuficiência agrária.
- C) Correto. A expansão colonial articulou interesses econômicos, estratégicos e financeiros das potências industrializadas.
- D) Incorreta. Houve cooptações e acordos, mas a lógica central não era igualdade produtiva sob controle africano.
- E) Incorreta. Interesses econômicos e financeiros foram decisivos na ocupação colonial da África.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Correto. As resistências africanas foram diversas e adaptadas a contextos políticos, militares e regionais específicos.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. Houve numerosas resistências, com diferentes escalas e estratégias em várias regiões africanas.
- B) Correto. As resistências africanas foram diversas e adaptadas a contextos políticos, militares e regionais específicos.
- C) Incorreta. Embora importantes, essas resistências não impediram a ampla expansão colonial europeia.
- D) Incorreta. Algumas alianças externas existiram, mas não explicam a maior parte das resistências africanas.
- E) Incorreta. As estratégias variaram bastante conforme organização política, religião e condições regionais.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Correto. O Congo de Leopoldo II tornou-se símbolo de exploração extrema e violência colonial.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. O Estado Livre do Congo não foi um protetorado britânico nem modelo de autogoverno.
- B) Incorreta. Não se tratava de colonização francesa nem de ampla assimilação política local.
- C) Incorreta. O caso refere-se ao domínio de Leopoldo II, ligado à borracha e à coerção colonial.
- D) Incorreta. O território não era colônia portuguesa e a exploração não foi equilibrada.
- E) Correto. O Congo de Leopoldo II tornou-se símbolo de exploração extrema e violência colonial.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correto. Etiópia e Libéria mantiveram soberania formal, embora sob fortes pressões do imperialismo europeu.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. Etiópia e Libéria mantiveram soberania formal, embora sob fortes pressões do imperialismo europeu.
- B) Incorreta. Justamente se destacam por não terem seguido o padrão predominante de colonização direta.
- C) Incorreta. Não receberam esse papel permanente de arbitragem nas disputas coloniais africanas.
- D) Incorreta. Houve relações diplomáticas variadas, mas não uma aliança estável com todas as potências.
- E) Incorreta. Ambos os casos sofreram pressões e disputas, ainda que preservassem formalmente a independência.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Correto. O Ultimato Britânico confrontou o projeto português do Mapa Cor-de-Rosa com os planos ingleses.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. A Questão do Saar pertence ao contexto europeu, não à partilha africana portuguesa.
- B) Incorreta. Fachoda envolveu sobretudo França e Reino Unido, não o projeto luso Angola-Moçambique.
- C) Incorreta. O Tratado de Ucciali relaciona-se à Etiópia e à expansão italiana no Chifre da África.
- D) Correto. O Ultimato Britânico confrontou o projeto português do Mapa Cor-de-Rosa com os planos ingleses.
- E) Incorreta. Algeciras tratou da questão marroquina, não do corredor colonial português.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Correto. Muitas fronteiras e estruturas coloniais permaneceram influentes após as independências africanas.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. As administrações coloniais não eliminaram disputas internas e frequentemente reorganizaram tensões existentes.
- B) Incorreta. As economias coloniais reforçaram especialização exportadora, não industrialização autônoma imediata.
- C) Correto. Muitas fronteiras e estruturas coloniais permaneceram influentes após as independências africanas.
- D) Incorreta. Em muitos contextos, o colonialismo reforçou classificações e desigualdades entre grupos.
- E) Incorreta. A África continuou estratégica politicamente e economicamente ao longo do século XX.










Comentários por alternativa: