A nota da redação do Enem é calculada a partir da avaliação de cinco competências e pode variar de 0 a 1.000 pontos. O texto é corrigido por pelo menos dois avaliadores independentes, e a definição do resultado depende da soma das competências, da média entre as notas e das regras de discrepância adotadas no exame.
Entender Como é Calculada a Nota da Redação do Enem? ajuda o participante a acompanhar melhor os critérios de correção e a interpretar a pontuação usada depois em seleções para vagas no ensino superior, inclusive em processos como o resultado e lista de espera no Sisu.
Como funciona a pontuação da redação do Enem
Cada corretor atribui de 0 a 200 pontos para cada uma das cinco competências exigidas na redação. Ao fim, a soma dessas cinco notas forma a pontuação total dada por aquele avaliador.
Na prática, isso significa que uma redação pode alcançar até 1.000 pontos em uma avaliação individual. Se um corretor atribuir 200 pontos em todas as competências, a nota total será 1.000.
A correção, portanto, não é feita por uma impressão geral do texto. Cada competência é analisada separadamente, e só depois os pontos são somados para chegar ao total.
Exemplo de soma das competências
Em um exemplo hipotético, um corretor pode atribuir 160 pontos na primeira competência, 200 na segunda, 160 na terceira, 160 na quarta e 200 na quinta. Nesse caso, a nota total será 880 pontos.
O segundo corretor faz sua própria análise de forma independente. Por isso, as duas notas podem ser diferentes, e o exame prevê regras específicas para decidir quando a média pode ser aplicada diretamente e quando a redação precisa passar por revisão automática.
Como é feita a média entre os corretores
Quando não há discrepância entre os dois avaliadores, a nota final da redação é a média aritmética das notas totais. A fórmula usada é direta: soma-se a nota do primeiro corretor com a do segundo e divide-se o resultado por dois.
Se um corretor der 880 pontos e o outro atribuir 920, por exemplo, a média será 900 pontos. Nesse caso, essa será a nota final, desde que não exista diferença acima dos limites previstos em qualquer competência nem divergência de situação entre os avaliadores.
Esse modelo reforça a importância de produzir um texto alinhado aos critérios do exame e de ler enunciados com atenção, identificando corretamente o comando da proposta para evitar erros que possam afetar o desempenho em uma ou mais competências.

Quando a correção da redação passa por revisão
A redação passa por revisão automática quando há discrepância entre as duas primeiras correções. Isso acontece em três situações: quando as notas totais diferem por mais de 100 pontos, quando a diferença em qualquer competência supera 80 pontos ou quando há divergência de situação entre os corretores.
Os critérios são analisados em conjunto. Assim, mesmo que as notas totais não estejam muito distantes, uma diferença superior a 80 pontos em apenas uma competência já é suficiente para provocar nova correção.
Diferença total e diferença por competência
Se o primeiro corretor atribuir 760 pontos e o segundo der 880, a diferença será de 120 pontos. Como o valor ultrapassa 100, há discrepância nas notas totais e a redação segue para uma terceira correção.
Já uma diferença de exatamente 100 pontos no total não ultrapassa esse limite. O mesmo vale para uma diferença de exatamente 80 pontos em uma competência: ela não supera o patamar previsto para discrepância naquele critério. Ainda assim, os demais fatores precisam ser observados em conjunto.
O que acontece na terceira correção
Quando há discrepância entre os dois primeiros avaliadores, ocorre um recurso de ofício, isto é, uma revisão automática. Nessa etapa, a redação é encaminhada a um terceiro corretor, que também faz sua avaliação de forma independente.
O participante não precisa solicitar essa revisão. O procedimento é acionado automaticamente pelas regras de correção da redação do Enem.
Se o terceiro corretor não apresentar discrepância com um dos dois anteriores, a nota final será definida pela média das duas notas totais mais próximas, com descarte da outra avaliação.
Também pode ocorrer a situação em que o terceiro corretor apresente discrepância com apenas um dos avaliadores anteriores. Nesse caso, a nota final será a média das duas avaliações que não apresentaram discrepância entre si.
Em um exemplo hipotético, as duas primeiras notas podem ser 720 e 880, e a terceira, 840. Se não houver discrepância entre 840 e 880, essas duas avaliações formarão a média de 860 pontos, e a nota 720 será descartada.
Quando a redação vai para banca de três corretores
Se o terceiro corretor apresentar discrepância com os dois avaliadores anteriores, a redação passa por novo recurso de ofício e é encaminhada a uma banca composta por três corretores. Esse grupo será responsável por atribuir a nota final do participante.
A banca também é acionada quando a nota total do terceiro corretor fica à mesma distância das duas avaliações iniciais, sem possibilidade de escolha por aproximação e sem discrepância entre a terceira avaliação e cada uma das anteriores. Nessa situação, as notas anteriores são descartadas.
Quais são os critérios considerados na nota
O cálculo da nota da redação do Enem combina dois elementos centrais: a pontuação nas cinco competências e a comparação entre as avaliações independentes dos corretores. Por isso, o resultado final pode ser a média entre duas notas, a média entre as duas mais próximas após terceira correção ou a nota atribuída por uma banca.
A redação, portanto, não depende apenas da soma inicial dos pontos. O sistema também considera os limites de discrepância para decidir se a correção será encerrada após a média simples ou se haverá terceira correção ou análise por banca de três corretores.
A revisão automática ocorre quando as notas totais diferem por mais de 100 pontos, quando a diferença em qualquer competência supera 80 pontos ou quando há divergência de situação entre os corretores.











