O Segundo governo Vargas (1951-1954) marcou o retorno de Getúlio Vargas ao poder pelo voto, em um contexto democrático, mas atravessado por fortes tensões econômicas, sociais e políticas. Nesse período, o trabalhismo, o nacionalismo econômico e a defesa de maior intervenção estatal conviveram com pressões de grupos liberais, setores empresariais, militares e grande parte da imprensa.
Compreender esse governo exige analisar medidas como a criação da Petrobras, os debates sobre inflação e salário mínimo, a atuação de João Goulart no Ministério do Trabalho e a crise desencadeada pelo atentado da rua Tonelero. As questões abaixo exploram esse recorte com foco na Era Vargas, sem confundir esse momento com outras fases do varguismo.
Questões sobre Segundo governo Vargas – parte 2
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. A campanha expressava o nacionalismo econômico e a defesa do papel do Estado em setores estratégicos.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Isso mesmo. A Petrobras sintetizou o projeto nacional-desenvolvimentista e a defesa da soberania energética.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. A proposta não priorizava fragmentação regional da exploração petrolífera.
- B) Incorreta. O projeto ampliava a ação estatal, em vez de reduzi-la.
- C) Incorreta. O objetivo central não era subordinar o petróleo a ajuste fiscal imediato.
- D) Isso mesmo. A Petrobras sintetizou o projeto nacional-desenvolvimentista e a defesa da soberania energética.
- E) Incorreta. O foco estava no setor energético estratégico, não na agricultura exportadora.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Exato. Jango era visto como elo entre o governo e o movimento trabalhista urbano.
Comentários por alternativa:
- A) Exato. Jango era visto como elo entre o governo e o movimento trabalhista urbano.
- B) Incorreta. A tensão principal envolvia política trabalhista e sindical, não reforma agrária imediata.
- C) Incorreta. O trabalhismo varguista valorizava, e não suspendia, a legislação social.
- D) Incorreta. A controvérsia não girava em torno de militarização da fiscalização.
- E) Incorreta. Isso contradiria a tradição trabalhista associada ao varguismo.
Questão 04
Gabarito: alternativa E). Perfeito. A medida reforçou o vínculo com os trabalhadores e acirrou a oposição ao governo.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. O efeito foi ampliar a centralidade política da pauta trabalhista.
- B) Incorreta. O reajuste reforçava justamente a ação estatal nas relações de trabalho.
- C) Incorreta. O aumento salarial não correspondia a compressão de renda dos assalariados.
- D) Incorreta. A medida contrariava interesses de setores que criticavam a alta dos custos.
- E) Perfeito. A medida reforçou o vínculo com os trabalhadores e acirrou a oposição ao governo.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Correto. A UDN foi importante polo de crítica ao trabalhismo e ao intervencionismo varguista.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. Esse ponto aproximava-se mais do nacionalismo apoiado por Vargas.
- B) Incorreta. A UDN criticava o intervencionismo estatal associado ao varguismo.
- C) Correto. A UDN foi importante polo de crítica ao trabalhismo e ao intervencionismo varguista.
- D) Incorreta. A UDN atuava no espaço institucional, sem defender essa subordinação.
- E) Incorreta. O partido não se destacou por apoiar a expansão sindical varguista.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Isso mesmo. O atentado aprofundou a crise ao envolver o círculo próximo do presidente.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. O centro da crise foi interno e ligado ao entorno presidencial.
- B) Isso mesmo. O atentado aprofundou a crise ao envolver o círculo próximo do presidente.
- C) Incorreta. A imprensa oposicionista ganhou relevância na denúncia da crise.
- D) Incorreta. O episódio fortaleceu a oposição, não recompôs a base governista.
- E) Incorreta. Não houve consenso estabilizador; a crise se aprofundou rapidamente.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Exato. A carta construiu a imagem de Vargas como líder sacrificado em defesa do povo.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. A carta não fala em acordo conciliador com a oposição.
- B) Incorreta. O texto não apresenta cálculo eleitoral para retorno posterior.
- C) Incorreta. A carta vincula explicitamente sua queda a pressões políticas e econômicas.
- D) Incorreta. O texto mobiliza forte apelo popular e nacionalista.
- E) Exato. A carta construiu a imagem de Vargas como líder sacrificado em defesa do povo.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correto. O governo combinou nacional-desenvolvimentismo, trabalhismo e forte presença estatal.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. O governo combinou nacional-desenvolvimentismo, trabalhismo e forte presença estatal.
- B) Incorreta. Vargas não priorizou retração estatal no período 1951-1954.
- C) Incorreta. A industrialização permaneceu central no projeto varguista.
- D) Incorreta. Havia preferência por setores estratégicos e instrumentos estatais.
- E) Incorreta. A linguagem trabalhista seguiu importante em sua base política.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Perfeito. A crise reuniu vários focos de pressão simultânea contra o governo.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. O desfecho ocorreu sem dissolução formal do Congresso.
- B) Incorreta. Isso remete a outro arranjo institucional, não ao contexto de 1951-1954.
- C) Incorreta. A Constituição de 1946 permaneceu em vigor no período.
- D) Perfeito. A crise reuniu vários focos de pressão simultânea contra o governo.
- E) Incorreta. Os sindicatos não foram extintos nesse governo.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Muito bem. O trabalhismo articulava direitos sociais, mediação estatal e apoio popular urbano.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. O trabalhismo varguista reforçava, não reduzia, a mediação estatal.
- B) Incorreta. O projeto não abandonava a industrialização nem a pauta urbana.
- C) Muito bem. O trabalhismo articulava direitos sociais, mediação estatal e apoio popular urbano.
- D) Incorreta. A interlocução com trabalhadores urbanos seguia central no governo.
- E) Incorreta. O trabalhismo estava no centro da disputa política e ideológica.











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