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Questões sobre placas tectônicas – parte 2

Desafios avançados sobre a dinâmica das placas

26 de julho de 2026
em Exercícios

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Questões sobre placas tectônicas

As placas tectônicas estruturam a dinâmica da superfície terrestre e ajudam a explicar terremotos, vulcanismo, formação de montanhas e renovação do relevo. Em nível avançado, compreender esse tema exige relacionar limites de placas, tipos de crosta, distribuição de esforços e evidências geofísicas que sustentam o modelo tectônico atual.

Nesta segunda sequência de exercícios, as questões exploram situações contextualizadas e interpretações mais refinadas sobre movimento relativo, subducção, rifteamento, falhas transformantes e expansão do assoalho oceânico. O objetivo é fortalecer a análise geográfica dos processos tectônicos sem perder de vista sua expressão espacial no planeta.

Questões sobre placas tectônicas – parte 2

Questão 01

Em uma margem continental do oceano Pacífico, observam-se fossa oceânica profunda, cadeia de vulcões andesíticos no continente e terremotos distribuídos desde áreas rasas até grandes profundidades. Esse conjunto de evidências indica, mais provavelmente, qual tipo de interação entre placas tectônicas?

Gabarito: alternativa B). Correto. Fossa, arco vulcânico continental e sismos profundos caracterizam subducção oceânica sob continente.

Comentários por alternativa:

  • A) Divergência continental tende a rifteamento e posterior oceano jovem, não a fossa com sismos profundos alinhados.
  • B) Correto. Fossa, arco vulcânico continental e sismos profundos caracterizam subducção oceânica sob continente.
  • C) Falhas transformantes concentram terremotos rasos e não produzem arco vulcânico continental com fossa oceânica.
  • D) Colisão continental forma grandes cadeias montanhosas, mas não costuma gerar fossa oceânica com subducção ativa.
  • E) Dorsais resultam de divergência entre placas do mesmo domínio litosférico, sem compressão típica de margem ativa.

Questão 02

Ao comparar uma dorsal meso-oceânica e uma zona de subducção, um estudante busca identificar a diferença mais consistente entre esses dois contextos tectônicos. Qual alternativa expressa melhor essa distinção?

Gabarito: alternativa D). Exato. Dorsais criam litosfera; zonas de subducção a consomem e concentram sismos rasos a profundos.

Comentários por alternativa:

  • A) Na dorsal não ocorre afundamento por compressão; sismos profundos são típicos de subducção, não de expansão oceânica.
  • B) Dorsais não são limites transformantes predominantes; na subducção, fluidos da placa influenciam a geração de magma.
  • C) A dorsal é divergente, não convergente; vales tectônicos e basaltos são mais coerentes com rifte e dorsal.
  • D) Exato. Dorsais criam litosfera; zonas de subducção a consomem e concentram sismos rasos a profundos.
  • E) Fossas profundas marcam subducção; riftes lineares com falhamento normal relacionam-se à divergência litosférica.

Questão 03

O mapeamento do fundo oceânico revelou faixas magnéticas simétricas em ambos os lados de uma dorsal. Qual interpretação tectônica explica melhor esse padrão?

Gabarito: alternativa A). Isso mesmo. As lavas basálticas registram inversões magnéticas enquanto a crosta se afasta da dorsal.

Comentários por alternativa:

  • A) Isso mesmo. As lavas basálticas registram inversões magnéticas enquanto a crosta se afasta da dorsal.
  • B) Erosão não gera padrão magnético tão regular e espelhado em relação ao eixo da dorsal.
  • C) Dobras compressivas não explicam a simetria bilateral ligada ao afastamento progressivo da crosta recém-formada.
  • D) Colisão continental submarina não corresponde ao contexto típico das dorsais meso-oceânicas e suas bandas magnéticas.
  • E) Correntes redistribuem sedimentos, mas não produzem faixas magnéticas crustais espelhadas em grande escala.

Questão 04

Em uma aula sobre limites transformantes, foi apresentada uma região onde duas placas deslizam horizontalmente em sentidos opostos, gerando terremotos frequentes e ausência de vulcanismo típico de subducção. Qual interpretação está mais adequada?

Gabarito: alternativa E). Perfeito. Limites transformantes conservam litosfera e concentram sismos rasos por atrito e ruptura.

Comentários por alternativa:

  • A) Subducção alternada não define limite transformante; sismos profundos e vulcanismo explosivo remetem à convergência.
  • B) Fossas e arcos vulcânicos indicam subducção, não deslizamento horizontal entre placas tectônicas.
  • C) Expansão do assoalho e riftes relacionam-se à divergência; sismos profundos não caracterizam falhas transformantes.
  • D) Cadeias por colisão frontal correspondem a convergência continental, não a deslizamento lateral predominante.
  • E) Perfeito. Limites transformantes conservam litosfera e concentram sismos rasos por atrito e ruptura.

Questão 05

A cordilheira do Himalaia é frequentemente citada como exemplo importante na tectônica global. Considerando o processo predominante em sua formação, qual afirmação está correta?

Gabarito: alternativa C). Correto. O Himalaia resulta da colisão continental, com compressão e grande espessamento da crosta.

Comentários por alternativa:

  • A) Rifteamento gera afinamento da crosta, não a grande cadeia montanhosa compressiva observada no Himalaia.
  • B) Falhas transformantes não explicam o intenso dobramento e espessamento crustal da cordilheira himalaia.
  • C) Correto. O Himalaia resulta da colisão continental, com compressão e grande espessamento da crosta.
  • D) No Himalaia predomina colisão continental; fossa oceânica e arco insular não definem esse contexto.
  • E) Hotspots podem elevar áreas, mas não explicam o encurtamento tectônico regional himalaio.

Questão 06

Durante a análise de um perfil tectônico, um professor destacou a presença de um plano inclinado de terremotos que se aprofunda desde a fossa oceânica em direção ao interior do continente. Como essa informação deve ser interpretada?

Gabarito: alternativa B). Muito bem. Trata-se da zona sísmica associada ao mergulho de uma placa em subducção.

Comentários por alternativa:

  • A) Riftes concentram distensão e sismos mais superficiais, sem plano inclinado partindo de fossa oceânica.
  • B) Muito bem. Trata-se da zona sísmica associada ao mergulho de uma placa em subducção.
  • C) Falhas transformantes apresentam predominância de sismos rasos, não um plano sísmico mergulhante profundo.
  • D) Hotspots não geram, em regra, um plano sísmico inclinado conectado a fossa oceânica.
  • E) Colisão continental não explica esse padrão clássico de profundidade crescente ligado à subducção oceânica.

Questão 07

Em relação à distribuição espacial de terremotos e vulcões no planeta, qual análise está mais de acordo com a teoria das placas tectônicas?

Gabarito: alternativa E). Exato. Sismos e vulcões se concentram nos limites, com algumas ocorrências intraplaca importantes.

Comentários por alternativa:

  • A) Cadeias montanhosas recentes frequentemente se associam a convergência e compressão entre placas tectônicas.
  • B) Há forte concentração em limites de placas, especialmente no entorno do Pacífico e em dorsais.
  • C) Escudos antigos costumam ser mais estáveis tectonicamente do que margens ativas e cinturões orogênicos.
  • D) Sismos profundos ligam-se à subducção; falhas transformantes não são o ambiente típico de vulcanismo explosivo.
  • E) Exato. Sismos e vulcões se concentram nos limites, com algumas ocorrências intraplaca importantes.

Questão 08

Considere uma área continental alongada, com falhas normais, subsidência de blocos e ascensão de magma basáltico em setores localizados. Qual interpretação tectônica melhor descreve esse cenário?

Gabarito: alternativa A). Certo. Falhas normais, subsidência e basaltismo localizado são típicos de rifte continental.

Comentários por alternativa:

  • A) Certo. Falhas normais, subsidência e basaltismo localizado são típicos de rifte continental.
  • B) Colisão continental é compressiva; o enunciado descreve distensão e falhas normais.
  • C) Bacia de antepaís relaciona-se à carga tectônica próxima, não ao rifteamento alongado descrito.
  • D) Margens transformantes envolvem cisalhamento lateral, não afinamento crustal com subsidência em rifte.
  • E) Subducção não é indicada por falhas normais dominantes em área continental alongada desse tipo.

Questão 09

A idade das rochas do fundo oceânico aumenta progressivamente à medida que se afastam da dorsal meso-oceânica. Qual conclusão tectônica decorre diretamente dessa observação?

Gabarito: alternativa D). Isso confirma a expansão do assoalho oceânico: forma-se crosta nova no eixo e ela se afasta.

Comentários por alternativa:

  • A) Dorsais são ambientes divergentes, não zonas de compressão da crosta oceânica.
  • B) A crosta continua se deslocando após formar-se; por isso sua idade aumenta com a distância.
  • C) As rochas mais jovens ficam próximas da dorsal, não nas margens ativas por definição.
  • D) Isso confirma a expansão do assoalho oceânico: forma-se crosta nova no eixo e ela se afasta.
  • E) Crosta continental e oceânica possuem naturezas distintas; a observação não indica conversão gradual entre elas.

Questão 10

Um aluno afirmou que o movimento das placas decorre de mecanismos internos ligados ao calor terrestre. Qual alternativa apresenta a formulação mais adequada para essa explicação no nível do Ensino Médio?

Gabarito: alternativa C). Muito bom. O calor interno alimenta convecção e forças tectônicas que impulsionam o movimento das placas.

Comentários por alternativa:

  • A) Ventos atuam na atmosfera e na superfície oceânica, não explicam a dinâmica profunda das placas tectônicas.
  • B) As marés não são o mecanismo principal do deslocamento litosférico em escala geológica.
  • C) Muito bom. O calor interno alimenta convecção e forças tectônicas que impulsionam o movimento das placas.
  • D) As placas não convergem todas do mesmo modo; há limites divergentes, convergentes e transformantes.
  • E) A rotação da Terra não é suficiente para explicar, sozinha, os padrões tectônicos globais observados.

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