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Entenda quais desvios gramaticais o Enem tolera para chegar aos 200 pontos

Na Competência 1 da redação, o Inep admite até dois desvios gramaticais e um erro sintático sem desconto na nota máxima desse critério.

7 de novembro de 2026
em Enem

Candidatos do Enem podem alcançar os 200 pontos na Competência 1 da redação mesmo sem um texto totalmente livre de falhas. As orientações de correção admitem até dois desvios gramaticais e um erro sintático sem desconto na nota máxima desse critério, que avalia o domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

A regra ajuda a explicar por que redações nota mil nem sempre aparecem 100% perfeitas em grafia, concordância ou construção de frases. Na prática, a correção distingue problemas gramaticais de falhas de estrutura sintática e estabelece uma margem de tolerância diferente para cada caso.

Quantos erros ainda permitem 200 pontos

Para manter a pontuação máxima na Competência 1, o candidato pode cometer:

  • até um erro sintático;
  • até dois desvios gramaticais.

Em outras palavras, a redação do Enem admite até um erro sintático e dois desvios gramaticais sem perda de pontos nesse item específico da avaliação.

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Se o participante ultrapassar esse limite, já não consegue os 200 pontos da Competência 1. A diferença entre os tipos de falha, portanto, é central para entender como a banca contabiliza os problemas do texto.

O que são erros sintáticos

Os erros sintáticos estão ligados à organização das frases e à construção dos períodos. Nessa categoria entram falhas que comprometem a estrutura do enunciado e a articulação das ideias.

Entre os problemas considerados sintáticos estão:

  • truncamento, quando a frase fica incompleta ou é interrompida de forma inadequada;
  • justaposição, quando orações aparecem lado a lado sem a articulação sintática necessária;
  • excesso ou ausência de palavras, quando sobram ou faltam elementos que afetam a construção do período;
  • duplicação de elementos sintáticos, quando um mesmo elemento aparece repetido indevidamente.

Um exemplo real de redação traz a frase: “NO SÉCULO EM QUE VIVEMOS HOJE EM DIA A RELAÇÃO SOBRE A RELAÇÃO DESSAS DIFICULDADES DE HERANÇA HUMANA, A SOCIEDADE BRASILEIRA MUITOS JÁ NÃO SÃO A FAVOR…”. Nesse caso, há problemas de organização das ideias e de construção frasal, situação que ajuda a entender o que é erro sintático na redação do Enem.

Se houver mais de um erro desse tipo, a nota máxima na Competência 1 deixa de ser possível.

Quais falhas entram como desvios gramaticais

Os desvios gramaticais abrangem problemas ligados às convenções da escrita e às regras da língua portuguesa. A margem de tolerância é maior do que a aplicada aos erros sintáticos.

Nesse grupo estão falhas de:

  • colocação pronominal;
  • concordância verbal e nominal;
  • regência;
  • tempos e modos verbais;
  • pontuação;
  • acentuação e ortografia;
  • inadequação vocabular e uso de expressões incompatíveis com a linguagem formal.

Um dos exemplos citados é: “A omissão governamental provém a escassez de campanhas sociais.” Na avaliação da regência, a construção adequada seria “provém da escassez”. Outro caso é: “Junto a esta ação, terá a participação do Ministro dos Direitos Humanos.” Na linguagem formal, a forma indicada seria “haverá a participação do ministro dos Direitos Humanos”.

Mesmo com esse tipo de falha, a redação ainda pode alcançar os 200 pontos da Competência 1, desde que o total não ultrapasse dois desvios gramaticais.

Como a correção contabiliza os erros

A correção da redação do Enem também observa como os problemas se repetem ao longo do texto. Quando o candidato escreve a mesma palavra incorretamente várias vezes, esse problema é contado apenas uma vez.

Assim, se uma mesma grafia errada aparecer em três trechos diferentes, o corretor considera um único desvio gramatical, e não três. Já nas falhas de estrutura sintática, a lógica é diferente: se o estudante construir várias frases com problemas estruturais, cada erro será contabilizado separadamente.

Casos que não geram desconto

Nem toda incorreção aparente derruba a nota da Competência 1. O candidato não precisa acertar a grafia de todos os nomes próprios difíceis para manter a pontuação. Se errar a escrita de nomes como Rousseau ou Nietzsche, não perde pontos por isso.

Também não é considerado desvio gramatical alterar uma palavra de uma citação entre aspas, desde que o sentido continue o mesmo. Se a frase original for “O essencial é invisível aos olhos” e o participante escrever “O importante é invisível aos olhos”, essa troca não entra na contagem de erros.

Revisão segue importante na redação do Enem

Embora exista margem de tolerância, a revisão continua sendo parte decisiva da estratégia do candidato. Quanto maior o número de falhas, maior o risco de perder pontos na Competência 1.

A orientação prática é reler a redação antes de passá-la a limpo, observando a construção das frases, a concordância, a regência e a pontuação.

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