O estopim da Primeira Guerra Mundial costuma ser associado ao atentado de Sarajevo, em 28 de junho de 1914, quando o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austro-húngaro, foi assassinado por Gavrilo Princip. No entanto, para compreender esse momento de modo rigoroso, é necessário analisar a chamada crise de julho, marcada por decisões diplomáticas, ultimatos, mobilizações e cálculos estratégicos que transformaram um conflito balcânico em guerra europeia.
Neste recorte, o atentado não deve ser visto como causa isolada, mas como gatilho de tensões anteriores entre nacionalismos, alianças e disputas de poder. As questões a seguir exploram exatamente esse processo, destacando a relação entre Áustria-Hungria, Sérvia, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido no desencadeamento imediato da guerra em 1914.
Questões sobre Estopim da guerra – parte 2
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. O atentado foi o gatilho de um quadro já tensionado por alianças, rivalidades e mobilizações.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Correto. O apoio alemão fortaleceu a disposição austro-húngara de confrontar a Sérvia.
Comentários por alternativa:
- A) Não ocorreu mediação imediata promovida por Berlim. O apoio alemão encorajou medidas mais duras contra a Sérvia.
- B) A França não suspendeu compromissos com a Rússia na crise; a aliança franco-russa permaneceu relevante.
- C) A Rússia não recebeu essa função. Ao contrário, aproximou-se da Sérvia durante a escalada diplomática.
- D) Correto. O apoio alemão fortaleceu a disposição austro-húngara de confrontar a Sérvia.
- E) O Reino Unido não assumiu a condução diplomática continental nessa etapa da crise de julho.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto. O ultimato trazia pontos que atingiam a autonomia sérvia, tornando a resposta muito delicada.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. O ultimato trazia pontos que atingiam a autonomia sérvia, tornando a resposta muito delicada.
- B) O ultimato não se centrava em anexação imediata. A crise girou em torno de exigências políticas e judiciais.
- C) A Sérvia não aceitou integralmente o ultimato, e a Alemanha não rejeitou a postura austro-húngara nesse ponto.
- D) O ultimato era dirigido à Sérvia, não à dissolução da Tríplice Entente.
- E) A França não possuía compromisso com a Áustria-Hungria que a obrigasse a intervir dessa forma.
Questão 04
Gabarito: alternativa E). Correto. A recusa de pontos sensíveis sobre ingerência interna foi decisiva para Viena.
Comentários por alternativa:
- A) A Sérvia não recusou todos os pontos. Sua resposta foi amplamente conciliadora, mas não integral.
- B) O núcleo da crise não foi controle do exército nem compensação financeira, e sim soberania e investigação.
- C) A resposta sérvia não foi condicionada dessa maneira formal à França e à Rússia.
- D) A resposta sérvia foi apresentada antes da guerra geral, dentro da dinâmica imediata da crise de julho.
- E) Correto. A recusa de pontos sensíveis sobre ingerência interna foi decisiva para Viena.
Questão 05
Gabarito: alternativa C). Correto. A mobilização russa reforçou em Berlim a percepção de risco estratégico imediato.
Comentários por alternativa:
- A) Berlim não tratou a mobilização como gesto meramente simbólico; ela foi vista como ameaça militar concreta.
- B) A mobilização russa foi considerada relevante para o equilíbrio europeu, não apenas para os Bálcãs.
- C) Correto. A mobilização russa reforçou em Berlim a percepção de risco estratégico imediato.
- D) A mobilização russa tinha conexão direta com a crise balcânica e com seus alinhamentos diplomáticos.
- E) A liderança alemã não a leu como recuo, mas como agravamento da crise estratégica.
Questão 06
Gabarito: alternativa B). Correto. A rigidez dos planos militares encurtou o espaço para negociação diplomática.
Comentários por alternativa:
- A) Os planos não eram tão flexíveis. Sua rigidez dificultou a desaceleração da crise diplomática.
- B) Correto. A rigidez dos planos militares encurtou o espaço para negociação diplomática.
- C) Não havia esse mecanismo parlamentar conjunto entre as potências como fator central da crise.
- D) Mobilização tinha forte valor operacional e estratégico, não apenas simbólico.
- E) Mobilização não significava paz armada juridicamente; ela ampliava a probabilidade de guerra.
Questão 07
Gabarito: alternativa E). Correto. A violação da neutralidade belga foi decisiva para a entrada britânica.
Comentários por alternativa:
- A) A entrada otomana ocorreu depois e não explica diretamente a decisão britânica inicial.
- B) Londres não entrou por considerar o atentado um ataque à monarquia britânica.
- C) Não havia esse tratado bilateral como motivo central para a guerra britânica.
- D) Esse não foi o fator determinante da entrada britânica em 1914.
- E) Correto. A violação da neutralidade belga foi decisiva para a entrada britânica.
Questão 08
Gabarito: alternativa A). Correto. A crise local tornou-se continental pelo entrelaçamento entre alianças e estratégias militares.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. A crise local tornou-se continental pelo entrelaçamento entre alianças e estratégias militares.
- B) A guerra europeia não começou por disputa africana desvinculada de Sarajevo nesse momento.
- C) A Itália não foi o fator imediato que transformou a crise em guerra europeia em julho de 1914.
- D) A Rússia não ficou neutra; sua postura foi parte importante da escalada.
- E) Nacionalistas bósnios não assumiram o governo sérvio como passo da crise.
Questão 09
Gabarito: alternativa D). Correto. Estopim indica gatilho imediato, não causa única ou total do conflito.
Comentários por alternativa:
- A) Estopim não equivale à causa estrutural única; ele aciona tensões já existentes.
- B) A Europa não vivia estabilidade plena; havia rivalidades e tensões anteriores relevantes.
- C) As reações não foram automáticas nem uniformes; houve decisões políticas sucessivas.
- D) Correto. Estopim indica gatilho imediato, não causa única ou total do conflito.
- E) O atentado foi relevante, e a mobilização geral não precedia amplamente a crise nesse sentido.
Questão 10
Gabarito: alternativa C). Correto. Viena viu no atentado uma chance de agir contra a Sérvia com respaldo alemão.
Comentários por alternativa:
- A) Viena não se limitou ao campo policial; adotou caminho diplomático-militar mais agressivo.
- B) Não houve aceitação imediata de conferência vinculante como eixo da política austro-húngara.
- C) Correto. Viena viu no atentado uma chance de agir contra a Sérvia com respaldo alemão.
- D) Não houve alinhamento secreto do Estado-Maior austro-húngaro à Sérvia nesse processo.
- E) A Áustria-Hungria não atuou como mediadora neutra durante toda a crise; foi agente central da escalada.











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