Política Nacional de Formação de Professores

Política Nacional de Formação de Professores
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Política Nacional de Formação de Professores, foi lançada hoje, 18 de outubro; pelo Ministério da Educação, com o objetivo de destacar a importância da qualidade do professor na melhoria do aprendizado de seus alunos.

Abaixo algumas iniciativas a serem implementadas para a formação de professores:

Residência Pedagógica

De acordo com o MEC, a Residência Pedagógica faz parte da modernização do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid); e traz novidades, como a formação do estudante do curso de graduação, que terá estágio supervisionado; com ingresso a partir do terceiro ano da licenciatura, ao longo do curso, na escola de educação básica. O objetivo principal é a melhoria da qualidade da formação inicial e uma melhor avaliação dos futuros professores, que contarão com acompanhamento periódico. O programa tem como requisito a parceria com instituições formadoras e convênios com redes públicas de ensino.

Flexibilização do ProUni

Conforme o MEC, a Política Nacional de Formação de Professores vai flexibilizar as regras para bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) para o preenchimento de vagas ociosas. A partir do próximo ano, os professores que desejarem fazer uma segunda formação em cursos de licenciatura poderão entrar no programa sem a comprovação de renda. O mesmo acontecerá para o público geral interessado. Essa política de incentivo partiu do diagnóstico segundo o qual; das 56 mil bolsas para cursos de licenciatura, 20 mil estão ociosas. Para concorrer a uma dessas vagas, os interessados deverão participar de uma segunda chamada após a seleção regular.

Formação continuada

Conforme divulgado pelo MEC, a partir de 2018, será reservado 75% das vagas da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a formação de professores que cursem seu primeiro ou segundo curso de licenciatura. A estratégia faz parte da política de continuidade da retomada da UAB; que não ofertava vagas desde o ano de 2014 e que, só em 2017/2018, oferece 250 mil vagas.

Conforme o MEC, o objetivo é investir, ainda, na ampliação de cursos de mestrado profissionalizante; abrangendo todas as áreas e componentes curriculares da BNCC. Serão oferecidos mestrados profissionais para professores de educação básica, cursos de especialização e o aumento da cooperação internacional nessa formação.

Dados do Censo Educacional

De acordo com os índices como o do último Censo da Educação, divulgado em 2016, demonstram que, dos 2.196.397 professores da educação básica do país, mais de 480 mil só possuem ensino médio e mais de 6 mil, apenas o ensino fundamental. Cerca de 95 mil têm formação superior, sem cursos de licenciatura. Apenas 1.606.889 possuem formação em licenciatura, porém, muitos desses não atuam em sua respectiva área de formação.

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